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Mesa Diretora da Câmara pede auditoria sobre obras de ampliação do prédio

Empresa responsável pela reforma pede mais R$ 3 milhões para conclusão; Rodrigo Simões diz que caso pode virar CPI
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Empresa responsável pela reforma pede mais R$ 3 milhões para conclusão; Rodrigo Simões diz que caso pode virar CPI

Empresa responsável pela reforma pede mais R$ 3 milhões para conclusão; Rodrigo Simões diz que caso pode virar CPI

Obras da Câmara Municipal de Ribeirão Preto: Irregularidades e Gastos Excessivos

A construção de um novo prédio para a Câmara Municipal de Ribeirão Preto enfrenta graves problemas. De acordo com informações divulgadas em coletiva de imprensa na sexta-feira, o projeto original, orçado em R$ 6 milhões, apresentava falhas graves, como a ausência de rampa de acesso para deficientes, sistema de incêndio e espaço para instalação da fiação elétrica e ar condicionado. Essas omissões só foram notadas após o avanço da obra, gerando a necessidade de um adicional de quase R$ 3 milhões para a conclusão.

Investigação e Possíveis Irregularidades

O primeiro secretário da mesa diretora, Toniel Lima, nomeado para analisar o contrato com a empresa construtora, apontou diversas irregularidades no processo. Mudanças significativas no projeto foram realizadas sem a devida autorização, resultando nos problemas atuais. Uma auditoria foi contratada para levantar as possíveis irregularidades, e caso seja comprovado o erro, uma CPI será instaurada para identificar os responsáveis. Há também a possibilidade de acionar instâncias superiores, como o Ministério Público e a Polícia Federal, para apurar a situação e punir os envolvidos, além de ressarcir os cofres públicos.

Medidas de Economia e Modernização

Em meio à crise, a mesa diretora da Câmara anunciou medidas de contenção de gastos. Um corte de R$ 1 milhão foi anunciado, incluindo a não renovação de contratos como o da TV Câmara (economia de quase R$ 650 mil por ano), da Uvespe (União dos Vereadores do Estado de São Paulo) e redução do contrato com a empresa de publicidade (economia de R$ 325 mil por ano). O primeiro vice-presidente, Bonnie, ficou responsável por analisar os contratos firmados pela Codep (Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto), buscando modernizar os sistemas da Câmara e reduzir custos.

O presidente da Casa, Rodrigo Simões, questionou as mudanças no descritivo do projeto que teriam sido autorizadas pela Secretaria de Obras, responsável pela fiscalização. O teto para aditamento, de 25% da obra (R$ 1,7 milhão), não contempla os custos adicionais necessários para corrigir as falhas iniciais do projeto. A situação demonstra a necessidade de maior rigor e transparência na gestão pública, para evitar desperdícios e garantir a correta aplicação dos recursos públicos.

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