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Mesmo com a queda drástica na letalidade da Covid-19 em Ribeirão, especialista comenta a importância da dose de reforço

Segundo Vitor Valenti, a dose extra da vacina aumenta consideravelmente a chance do infectado não precisar de internação
dose de reforço
Segundo Vitor Valenti, a dose extra da vacina aumenta consideravelmente a chance do infectado não precisar de internação

Segundo Vitor Valenti, a dose extra da vacina aumenta consideravelmente a chance do infectado não precisar de internação

Em março de 2022, o número de mortes por Covid-19 em Ribeirão Preto foi significativamente menor do que em março de 2021. Em 2021, com apenas 6% da população vacinada, 402 pessoas morreram de um total de 9 mil casos, resultando em uma taxa de letalidade de 4%. Já em 2022, mesmo com quase 20 mil casos em janeiro, a taxa de letalidade caiu para 0,6%.

Vacinação e variantes: um cenário complexo

De acordo com o professor e pesquisador da Unesp, Vitor Em Graça e Valente, a redução drástica na letalidade se deve principalmente à vacinação. Estudos apontam que as vacinas reduzem consideravelmente mortes, gravidade da doença e internações. A variante Ômicron, predominante em 2022, embora altamente transmissível, apresenta sintomas menos graves. Uma hipótese é que o vírus sofreu mutações que o tornaram menos letal, mas mais contagioso, em resposta à pressão da vacinação. Sem a vacinação, o número de óbitos em ambos os anos teria sido muito maior.

A disseminação da Ômicron e os desafios futuros

Apesar da menor gravidade, a alta transmissibilidade da Ômicron preocupa. Em Ribeirão Preto, a projeção inicial era de 40 mil casos no primeiro semestre de 2022, e a metade desse número já foi atingida no início de fevereiro. Embora a letalidade da Covid-19 tenha diminuído (de 10 vezes mais letal que a gripe sazonal para cerca de 2 vezes mais letal), a necessidade de precaução permanece. Ainda não se sabe se novas mutações podem tornar o vírus mais letal novamente.

Atualizações vacinais e perspectivas futuras

Estudos recentes em macacos testaram uma vacina específica para a Ômicron, mas não mostraram diferenças significativas em relação às vacinas atuais. Por enquanto, não há planos para atualizar as vacinas, mas a possibilidade de novas vacinas para variantes futuras permanece em aberto. As vacinas atuais, baseadas na linhagem original do vírus, oferecem proteção, mesmo com a evolução do vírus. A administração de diferentes tipos de vacinas pode aumentar a eficácia da imunização. A pesquisa continua para acompanhar a evolução do vírus e desenvolver estratégias eficazes de combate à Covid-19.

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