‘Quentinha’ está 3,4% mais cara em julho em comparação ao mês passado; IPCA registrou deflação
O mês de julho deve registrar uma queda geral nos preços no Brasil, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Apesar disso, comer fora de casa continua sendo uma atividade cara para muitos consumidores.
Inflação em queda, mas preços altos em restaurantes
Embora a inflação geral esteja em queda, com projeção de redução de 0,07% em julho (após 0,08% em junho), o custo de refeições fora de casa permanece elevado. O IPCA aponta aumento de 3,4% no preço de marmitas em comparação ao mês anterior. A queda nos preços de itens como energia elétrica (-3,45%), gás de botijão (-2,1%), e alimentos no supermercado (-0,4%), com destaque para o feijão carioca (-10,2%), óleo de soja (-6,14%), e leite (-2,5%), não se refletiu integralmente nos preços de restaurantes.
Os desafios dos restaurantes para reduzir preços
A redução nos custos de insumos como óleo e outros alimentos chegou aos estabelecimentos, mas não foi suficiente para compensar outros fatores. Empresários relatam que o aumento no preço de embalagens e marmitas, por exemplo, impede reduções mais significativas nos preços finais. Em alguns casos, a redução de custos permitiu recompor prejuízos da pandemia e aumentar as vendas, mas a margem de lucro ainda é afetada.
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Um cenário em transição
Apesar da inflação em queda e da redução de custos de alguns insumos, o impacto nos preços de restaurantes ainda é gradual. A combinação de fatores como aumento de custos com embalagens e a necessidade de recompor margens de lucro após a pandemia explica a discrepância entre a inflação geral e os preços de refeições fora de casa. A expectativa é de uma estabilização dos preços nos próximos meses, beneficiando tanto consumidores quanto comerciantes.



