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Mesmo com a tarifa a R$ 5, levantamento indica que o preço da passagem em Ribeirão está defasado

Especialista em administração pública, Matheus Delbom, comenta o estudo e projeta o futuro do transporte público na cidade
Preço passagem Ribeirão
Especialista em administração pública, Matheus Delbom, comenta o estudo e projeta o futuro do transporte público na cidade

Especialista em administração pública, Matheus Delbom, comenta o estudo e projeta o futuro do transporte público na cidade

A Prefeitura de Ribeirão Preto contratou uma empresa para auditar o contrato de transporte público com o Consórcio Pró-Urbano, assinado em 2011 e vigente desde 2012. O relatório da auditoria revelou pontos críticos na gestão do sistema.

Déficit Financeiro e Preço da Passagem

O estudo aponta que o indicador de viagens por habitante em Ribeirão Preto é de apenas R$ 0,31, inferior a cidades de porte semelhante, como São José dos Campos e Sorocaba. Essa baixa demanda impacta diretamente na saúde financeira das empresas do consórcio. A passagem, que sofreu um aumento de 172% na última década, não acompanha o crescimento de 210% nos custos operacionais das empresas, o que torna os atuais R$ 5,00 um valor defasado.

Descumprimento de Metas e Necessidade de Investimentos

O relatório destaca o não cumprimento de cláusulas contratuais pela Pró-Urbano, como a entrega de três plataformas de embarque e a renovação da frota, com idade média de quatro anos para os ônibus. A auditoria também menciona o empréstimo de R$ 17 milhões concedido pela Prefeitura durante a pandemia e a possibilidade de novos aportes financeiros para sanar o déficit.

Possíveis Soluções e Mudanças no Modelo de Transporte

Em entrevista, Matheus Delbon, especialista em administração pública, ressaltou a necessidade de repensar o modelo de transporte público em Ribeirão Preto. Ele questiona a eficiência do sistema atual, com linhas longas e ônibus de grande porte, sugerindo a adoção de veículos menores e mais eficientes, além de um aumento na integração entre linhas. A discussão sobre a necessidade de diversificar os modais de transporte e buscar soluções inovadoras para a mobilidade urbana também foi levantada.

Apesar do relatório apontar a defasagem da tarifa, a Prefeitura de Ribeirão Preto ainda não definiu medidas sobre um possível reajuste. A situação exige uma análise cuidadosa, considerando os impactos financeiros e a necessidade de garantir um serviço de transporte público eficiente e acessível à população.

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