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Mesmo com campanha de imunização, população deve seguir protocolos de segurança

Coordenadora de Controle de Doenças do Estado, Regiane de Paula, reforça os cuidados sanitários e responde à dúvidas
protocolos de segurança
Coordenadora de Controle de Doenças do Estado, Regiane de Paula, reforça os cuidados sanitários e responde à dúvidas

Coordenadora de Controle de Doenças do Estado, Regiane de Paula, reforça os cuidados sanitários e responde à dúvidas

A enfermeira Mônica Calasans foi a primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no Brasil fora dos testes clínicos. Ela recebeu a Coronavac em São Paulo, minutos após a Anvisa aprovar seu uso emergencial.

Vacinação em São Paulo

Em São Paulo, mais de 100 profissionais de saúde foram imunizados com a Coronavac no primeiro dia de vacinação. Nesta segunda-feira, doses da vacina foram enviadas a seis hospitais de referência no estado, incluindo Ribeirão Preto. A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo enviou três caminhões com doses da vacina para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Importância da aprovação e próximos passos

A aprovação do uso emergencial da vacina significa que o Ministério da Saúde pode incorporá-la ao Programa Nacional de Imunização. O estado de São Paulo recebeu 1.350.000 doses e iniciou a vacinação em hospitais de referência. A coordenadora de controle de doenças da Secretaria da Saúde de São Paulo, Dra. Regiane de Paula, ressaltou a importância da vacinação para salvar vidas e controlar a transmissão do vírus. A vacinação priorizará os profissionais de saúde na linha de frente do combate à Covid-19. A Dra. Paula explicou que a aprovação emergencial para as 6 milhões de doses importadas da China é diferente do processo para as doses produzidas no Brasil pelo Instituto Butantan, que será mais simplificado. A expectativa é que, com a produção em larga escala, outras vacinas possam ser incorporadas ao programa de imunização, expandindo o acesso à população.

Desafios e medidas de prevenção

A possibilidade da vacina ser oferecida em clínicas particulares gerou debates sobre desigualdade social, uma vez que 57% da população não aceitaria pagar pela vacina. A Dra. Paula esclareceu que a vacina disponível atualmente é gratuita pelo SUS. A parceria público-privada é possível, desde que a vacinação seja gratuita e notificada ao sistema. A médica também abordou a vacinação de pessoas que já tiveram Covid-19, afirmando que podem ser vacinadas. Quanto a grávidas e lactantes, novos estudos são necessários. Por fim, a Dra. Paula reforçou a importância da manutenção das medidas de prevenção, como o uso de máscara, distanciamento social e higiene das mãos, mesmo após a vacinação, pois se trata de uma doença coletiva e a imunização completa da população levará tempo.

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