Somente os gastos com o ‘kit intubação’ usariam quase todo os R$ 480 mil repassados pelo Ministério da Saúde
O Ministério Público de Franca enviou recomendação à Divisão Regional de Saúde 8 (DRS-8) para abertura de mais leitos de UTI para pacientes com Covid-19. A medida se justifica pela alta ocupação de leitos na região, com situação crítica em Franca.
Situação em Franca
Em Franca, o Pronto Socorro Álvaro Azus, exclusivo para pacientes com sintomas de Covid-19, apresentava, na data da reportagem, pelo menos 30 pessoas aguardando vaga em UTI, dez a mais que no domingo anterior. A coordenadora de enfermagem da unidade relatou 100% de ocupação dos leitos, com pacientes entubados e em estado instável. O aumento na procura por atendimento é atribuído ao tempo seco e às novas variantes do coronavírus, que causam internações mais prolongadas.
Falta de Leitos e Impacto Regional
A DRS-8, com sede em Franca, tem 72 horas para responder ao pedido do Ministério Público. A região abrange 22 cidades e cerca de 700 mil habitantes. Os promotores argumentam que o plano de transição do governo paulista não considerou a elevação de casos graves e a alta demanda por leitos de UTI na região. A reabertura de 10 leitos de UTI na Santa Casa de Garapuva, inicialmente prevista, foi cancelada devido à insuficiência de recursos financeiros, mesmo com repasse anunciado pelo governo federal.
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Cenário em outras cidades
A situação em Franca reflete um problema regional. Em Batatais, a Santa Casa está em colapso há três semanas, com 100% de ocupação dos leitos de UTI e enfermaria. A cidade também enfrenta dificuldades para abrir novos leitos devido à falta de profissionais e recursos. Outras cidades da região, como São Joaquim da Barra, Bebedouro e Barretos, também enfrentam problemas semelhantes. Em Ribeirão Preto, a ocupação de leitos de UTI para Covid-19 já chegava a 94% na data da reportagem. O momento é delicado, com a pandemia ainda afetando fortemente a região.



