Rodrigo Stabeli alerta que a população mantenha os cuidados mesmo em tempos de flexibilização da quarentena
Desde 16 de junho, a taxa de internações por Covid-19 em Ribeirão Preto vem apresentando oscilações. Houve uma queda inicial, seguida por um período de estabilidade e, posteriormente, um novo aumento.
Queda e alta nas internações: reflexo das medidas restritivas?
A redução no número de internações entre os dias 16 e 21 de junho pode estar ligada às restrições impostas entre 27 de maio e 2 de junho, período em que atividades não essenciais foram proibidas. No entanto, o subsequente aumento da taxa de ocupação de leitos sugere que a situação ainda está longe de ser controlada. Segundo o pesquisador Rodrigo Estábil, da Fiocruz, essa oscilação é reflexo do comportamento coletivo da população.
A importância da vacinação em massa
A vacinação em massa é apontada como crucial para o controle da pandemia e desafogamento do sistema de saúde. Em Ribeirão Preto, o agendamento para a faixa etária de 43 a 59 anos foi aberto, mas a disponibilidade de doses é limitada, gerando preocupações. A falta de doses suficientes pode levar a um efeito rebote, criando uma falsa sensação de segurança e afetando o planejamento da imunização.
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Desafios e perspectivas
A falta de um plano de vacinação eficiente por parte do governo federal impacta diretamente estados e municípios, dificultando o controle das internações. A experiência de estados com alta taxa de vacinação, como o Rio Grande do Norte, demonstra a efetividade da imunização na redução de mortes e internações. Embora a vacinação não garanta imunidade total, ela reduz a gravidade da doença, diminuindo a pressão sobre os hospitais. A conscientização individual e coletiva, combinada com a ampliação da vacinação, são fundamentais para controlar a pandemia e evitar novas ondas de internações.


