Criminosos têm se aperfeiçoado para tentar enganar as vítimas; ouça do especialista em segurança digital Marcelo Contin
Golpes virtuais: como se proteger e o que fazer se cair em uma armadilha
A Vergonha e a Falta de Denúncia
Muitas pessoas que são vítimas de golpes virtuais sentem vergonha de admitir que foram enganadas, o que dificulta a investigação policial. Sem o registro de boletins de ocorrência, fica impossível para a polícia iniciar o processo de investigação e combater a prática.
Táticas dos Golpistas
Os criminosos estão cada vez mais sofisticados. Eles utilizam diversas táticas, como a compra ilegal de bancos de dados com informações pessoais, para aplicar seus golpes. Com acesso a fotos e informações das vítimas em redes sociais, os golpistas se passam por parentes próximos, usando novos números de telefone, e pedem dinheiro alegando emergências. Vídeo mensagens e mensagens via aplicativos de mensagens são ferramentas comuns. Eles usam a engenharia social para criar confiança e convencer as vítimas a fazerem transferências via Pix ou depósitos.
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Como se Proteger e Reagir
A principal dica é desconfiar. Antes de realizar qualquer transferência, questione a solicitação, ligue para o suposto parente pelo número conhecido e confirme a veracidade da situação. Se a solicitação for feita por um número desconhecido e envolver depósito em conta de terceiros, é um sinal claro de golpe. Ao perceber que caiu em um golpe, avise imediatamente o banco e registre um boletim de ocorrência. Proteger seus dados pessoais nas redes sociais também é crucial, evitando compartilhar informações sensíveis como fotos e números de telefone. É importante lembrar que idosos, muitas vezes mais vulneráveis, precisam estar ainda mais atentos.
A prevenção e a denúncia são fundamentais para combater esse tipo de crime. Ao relatar os golpes, as autoridades podem investigar e evitar que outras pessoas se tornem vítimas. A cooperação entre cidadãos e órgãos de segurança é essencial para frear a ação dos golpistas.



