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Mesmo com todos vacinados, Santa Casa de São Joaquim da Barra tem 12 profissionais afastados com Covid-19

Superintendente do hospital fala da superlotação na unidade, dos altos custos de operação e da falta de médicos intensivistas
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Superintendente do hospital fala da superlotação na unidade, dos altos custos de operação e da falta de médicos intensivistas

Superintendente do hospital fala da superlotação na unidade, dos altos custos de operação e da falta de médicos intensivistas

São Joaquim da Barra enfrenta uma situação crítica com a alta taxa de contaminação por Covid-19, impactando diretamente o funcionamento da Santa Casa.

Profissionais de Saúde Atingidos

Diversos profissionais da Santa Casa, mesmo vacinados, testaram positivo para a Covid-19, sendo infectados pela variante P1. A genotipagem das amostras de sangue confirmou a presença desta variante, conhecida por sua alta transmissibilidade. Doze profissionais estão afastados, incluindo um médico internado com 60% de infecção pulmonar, e a esposa deste médico também foi intubada. Este cenário levou o hospital a um estado de alerta, pois a falta de profissionais compromete o atendimento à população.

Impacto na Santa Casa

A situação gerou um aumento significativo nos custos hospitalares. O consumo de oxigênio aumentou em 300%, os valores de diária dos intensivistas subiram quase 60%, e o preço dos medicamentos triplicou. Com os leitos de UTI lotados há 50 dias e os leitos clínicos oscilando entre a lotação máxima, a capacidade da Santa Casa está no limite. O diretor superintendente, João Alberto Destro, expressou preocupação com a possibilidade de o hospital ter que parar de atender pacientes com Covid-19 devido à falta de recursos financeiros e humanos.

Preocupação e Cenário Futuro

A falta de fiscalização e a desobediência aos decretos de restrição contribuem para o aumento dos casos. A situação é alarmante, com o hospital próximo do colapso, tanto em recursos físicos quanto financeiros. A equipe médica está sobrecarregada, trabalhando horas extras para suprir a falta de profissionais. A escassez de medicamentos e materiais, como kits de intubação, agrava ainda mais o cenário. A continuidade do atendimento depende de uma mudança drástica na situação epidemiológica da cidade e de um maior apoio governamental.

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