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Mesmo sem aval do Ministério, clínicas particulares de Ribeirão têm fila de espera para vacinação da Covid-19

Cerca de 10 mil pessoas já manifestaram interesse em adquirir o imunizante 'Covaxin', da Índia
vacinação Covid-19
Cerca de 10 mil pessoas já manifestaram interesse em adquirir o imunizante 'Covaxin', da Índia

Cerca de 10 mil pessoas já manifestaram interesse em adquirir o imunizante ‘Covaxin’, da Índia

Em Ribeirão Preto, a procura por vacinas contra a Covid-19 no setor privado é tão alta que clínicas particulares já possuem listas de espera, mesmo sem definição oficial do Ministério da Saúde e da Anvisa sobre a compra de imunizantes por empresas privadas. A situação gera debates éticos e preocupações sobre a equidade no acesso às vacinas.

Listas de Espera e Furtos de Fila

A corrida pela vacinação privada é evidente. Clínicas relatam um grande número de pessoas interessadas, com ao menos 10 mil clientes em lista de espera em apenas um estabelecimento. A situação é agravada pela ocorrência de furtos de fila, um crime passível de sanções legais, inclusive para a segunda dose. A prioridade, inicialmente, deveria ser dada aos profissionais de saúde, mas nem mesmo eles têm vacinas suficientes.

Expectativas e Incertezas

A expectativa está voltada para a possível compra da vacina indiana Covaxin em março. Embora alguns laboratórios considerem disponibilizar cotas para comercialização, a situação permanece incerta. A compra depende da aprovação da Anvisa e da disponibilidade de doses, pois, caso não haja interesse no mercado brasileiro, as vacinas podem ser destinadas a outros países. A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas negocia 5 milhões de doses, e a vacina, já aprovada para uso emergencial na Índia, está na fase 3 de testes.

Discussões Éticas e Implicações

A compra de vacinas por clínicas particulares gerou críticas do Conselho Nacional de Saúde, que considera inadmissível permitir que pessoas com mais recursos pulem a fila. Propostas de compra de vacinas por empresários brasileiros, como a de 33 milhões de doses da AstraZeneca, foram feitas, mas a farmacêutica priorizou o fornecimento para governos e a OMS. A orientação de diversos profissionais médicos é que, enquanto há falta de doses para a população, a vacinação deve ser pública e regulada pelo Estado, para evitar desvios e garantir a equidade. A iniciativa privada pode ser importante para complementar o sistema público, mas não como alternativa à vacinação pública em massa.

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