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Metade da geração Z aceitaria salário menor em troca de compromisso do empregador com saúde mental

David Forli Inocente comenta estudo realizado pela Oxford sobre a visão dessas pessoas sobre o mercado de trabalho
Metade da geração Z aceitaria salário
David Forli Inocente comenta estudo realizado pela Oxford sobre a visão dessas pessoas sobre o mercado de trabalho

David Forli Inocente comenta estudo realizado pela Oxford sobre a visão dessas pessoas sobre o mercado de trabalho

Uma pesquisa conduzida pelo projeto Langevery, Metade da geração Z aceitaria salário, da Universidade de Oxford, revelou que metade da geração Z aceitaria receber um salário menor em troca de um compromisso efetivo do empregador com a saúde mental dos trabalhadores. O estudo ouviu 14 mil pessoas em 25 países e destaca uma diferença significativa em relação às gerações anteriores, que não demonstram a mesma disposição.

Contexto e importância para a geração Z

A geração Z, que tem acesso a mais informações e testemunhou o adoecimento mental relacionado ao excesso de trabalho em seus familiares, valoriza o cuidado com a saúde mental no ambiente profissional. Segundo dados da Gallup, menos de 25% dos trabalhadores acreditam que suas empresas se importam realmente com sua saúde mental, o que aumenta a rotatividade e dificulta a retenção de talentos dessa geração.

Ações com custo para promover a saúde mental nas empresas: Especialistas indicam cinco medidas que envolvem investimento financeiro: a implementação de programas de apoio psicológico, a oferta de benefícios vinculados à saúde mental, a concessão de incentivos para equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, o reconhecimento e valorização efetiva dos colaboradores, e o treinamento de lideranças para gerenciamento do estresse.

Medidas sem custo direto para as organizações: Para empresas com recursos limitados, há ações que não demandam investimento financeiro, como a promoção do autocuidado por meio de rodas de conversa e debates semanais, o monitoramento regular do clima organizacional via pesquisas internas, a flexibilização da jornada de trabalho, a criação de ambientes de trabalho saudáveis e o estímulo a uma cultura de apoio à saúde mental, combatendo o estigma e promovendo o respeito aos colaboradores que necessitam de afastamento.

Informações adicionais

O aumento do consumo de antidepressivos no Brasil reforça a urgência do tema. A construção de uma cultura organizacional que valorize a saúde mental é apontada como o elemento mais importante para garantir o bem-estar dos trabalhadores e a retenção dos profissionais da geração Z.

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