Metade dos feminicídios registrados no Brasil em 2024 ocorreu em cidades com até 100 mil habitantes, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento revela desigualdade na estrutura de atendimento às mulheres, especialmente nos municípios de menor porte, onde a oferta de serviços especializados é limitada.
Durante a coluna De Olho na Política, o comentarista Bruno Silva destacou que apenas 5% dessas cidades contam com Delegacia da Mulher e o mesmo percentual possui casas abrigo. A falta de infraestrutura, aliada a barreiras culturais e pressões sociais típicas de comunidades menores, pode dificultar denúncias e o acesso à proteção.
O debate reforça a necessidade de políticas públicas mais efetivas, investimento em equipamentos especializados e mobilização política para ampliar a rede de atendimento. Quer entender os desafios enfrentados pelas cidades da região e os caminhos possíveis para enfrentar o problema? Ouça a íntegra da coluna.