No último Conexão CBN de 2025, o mentor de negócios Marcelo Baratella trouxe uma reflexão direta sobre metas de ano novo e por que, na maioria das vezes, elas não se transformam em resultados concretos. Segundo ele, o problema não está em desejar mudanças, mas em acreditar que apenas definir objetivos é suficiente.
Baratella observa que, a cada virada de ano, o cenário se repete: pessoas empolgadas, listas de metas bem organizadas e a promessa de que “agora vai”. No entanto, meses depois, a frustração aparece. Para o mentor, isso acontece porque metas não movem ninguém sozinhas.
A virada de chave, segundo ele, está na construção de sistemas, ou seja, hábitos, rotinas e ações repetidas diariamente. A ideia é inspirada no livro Hábitos Atômicos, de James Clear, que aponta que vencedores e perdedores costumam ter as mesmas metas. O que muda é a forma como cada um executa o dia a dia.
“Todo mundo quer crescer profissionalmente, ganhar mais dinheiro, ter mais saúde e qualidade de vida. O desejo é igual. O sistema é que não é”, explica.
Marcelo usa exemplos simples para ilustrar o conceito, como organizar um ambiente de trabalho. Sem mudar os hábitos, a desordem volta rapidamente, mesmo que a meta inicial tenha sido cumprida. Para ele, o foco excessivo no objetivo final ignora o que realmente sustenta os resultados ao longo do tempo.
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Com a chegada de 2026, o mentor lembra que o ano terá cerca de 250 dias úteis e aproximadamente 2 mil horas produtivas. O diferencial, segundo ele, não será o calendário, mas o que cada pessoa faz com esse tempo: quanto estuda, como organiza a agenda, com que frequência analisa decisões e resultados.