Expectativa é que o Norte/ Nordeste tenham pouca incidência de chuva, condição oposta ao Sul do país
El Niño e suas consequências para a safra 2023-2024
O ano de 2024 começou com a preocupação sobre os impactos do El Niño na agricultura brasileira. De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade, há 55% de chance do fenômeno entrar em neutralidade apenas entre abril e junho. Até lá, o El Niño continuará influenciando o clima, reduzindo chuvas no Norte e Nordeste, aumentando-as no Sul e elevando as temperaturas em todo o país durante o verão.
Impactos na produção e nos preços
A atuação do El Niño em 2023 já provocou aumentos significativos nos preços de alimentos. Hortaliças e verduras tiveram alta de 21%, azeite de oliva 33%, alface 27%, arroz 17% e cereais, leguminosas e oleaginosas 8%. Com uma safra menor prevista para 2024, a tendência é que esses preços subam ainda mais, impactando principalmente hortaliças, frutas e grãos e pressionando a inflação.
Preocupações do Banco Central
O Comitê de Política Monetária do Banco Central manifestou preocupação com o El Niño e seus potenciais impactos na inflação de alimentos na última semana de 2023. A situação requer monitoramento constante para minimizar os efeitos negativos do fenômeno.
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O El Niño continuará a ser um fator determinante para a economia e a produção de alimentos no Brasil nos próximos meses. A expectativa é por um acompanhamento próximo da situação climática e de seus reflexos no setor agropecuário, buscando mitigar os impactos negativos sobre a população.