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Método de tratamento com uso de ozônio divide opiniões

Técnica foi reprovada pelo Conselho Federal de Medicina, mas recebeu aval de outros conselhos da saúde
tratamento com ozônio
Técnica foi reprovada pelo Conselho Federal de Medicina, mas recebeu aval de outros conselhos da saúde

Técnica foi reprovada pelo Conselho Federal de Medicina, mas recebeu aval de outros conselhos da saúde

A ozonioterapia tornou-se alvo de controvérsia após reportagem do Fantástico, em 6 de julho, questionar sua eficácia. Cientistas e entidades médicas expressam preocupação com a terapia alternativa, vendida como tratamento para diversas doenças.

Como funciona a ozonioterapia?

A técnica utiliza uma mistura de oxigênio e ozônio, aplicada por injeção ou via retal. Apesar de utilizada no Brasil há anos, não possui reconhecimento do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Polêmica e posicionamento do CFM

O CFM proibiu o uso da ozonioterapia fora de contextos experimentais, sob protocolos de pesquisa definidos pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. O superintendente do Conselho de Medicina de Ribeirão Preto, Ângelo Mário Sarte, afirma a falta de comprovação de eficácia e destaca que qualquer tratamento médico deve ser aprovado pelos órgãos competentes antes de sua aplicação. Além do CFM, 55 entidades médicas se posicionam contra o procedimento, alegando riscos aos pacientes e desvio de tratamentos eficazes.

Defesa da ozonioterapia e diferentes perspectivas

Médicos que aplicam a ozonioterapia, como Antônio José Fernandes, defendem sua eficácia e criticam a resistência do CFM a novos procedimentos, comparando a situação com a recepção inicial de outras terapias como a acupuntura e a homeopatia. Fernandes cita a aprovação da ozonioterapia por conselhos de Odontologia, Enfermagem e Fisioterapia, questionando a postura do CFM. Pacientes relatam resultados positivos, como o aposentado Jamon Esquita, que tratou uma infecção dentária, e o produtor de vídeo Wagner, que afirma melhora na qualidade de vida.

A ozonioterapia permanece um tema controverso, com divergências entre entidades médicas e profissionais que a aplicam. A falta de comprovação científica e a proibição do CFM geram debates sobre a segurança e a eficácia do tratamento, enquanto relatos de pacientes demonstram experiências positivas.

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