Raiane dos Santos, de 21 anos, foi encontrada com vários hematomas pelo corpo; agressor afirmou que ela foi envenenada
Um homem de 35 anos está preso preventivamente suspeito de feminicídio após matar a esposa com agressões dentro de casa em Jabuticabal. A vítima, Rayane dos Santos, de 21 anos, foi encontrada em estado grave com hematomas pelo corpo e inconsciente. Ela chegou a ser socorrida para a unidade de pronto atendimento da cidade e transferida para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a polícia, as agressões ocorreram na noite de quarta-feira na residência do casal. O suspeito tentou enganar as autoridades ao afirmar que a esposa teria sido envenenada, versão que não convenceu os médicos devido ao quadro clínico da vítima, que apresentava traumatismo craniano profundo, além de ferimentos na face e no maxilar.
Um vizinho relatou ter ouvido gritos e chamado o socorro. A polícia investiga se a alegação de envenenamento foi uma tentativa de despistar a investigação. O corpo de Rayane será periciado para identificar a presença de substâncias tóxicas e a possível utilização de algum objeto durante as agressões.
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A delegada responsável pelo caso, Giovanna Escudelari, confirmou que o suspeito já tinha histórico de violência doméstica contra outra mulher. O filho do casal, de um ano, pode ter presenciado o crime e foi acolhido pelo Conselho Tutelar de Jabuticabal.
Pontos-chave:
- Suspeito está preso preventivamente por feminicídio.
- Vítima apresentava múltiplos ferimentos e não resistiu.
- Investigação inclui perícia para identificar substâncias e objetos usados.
- Histórico de violência doméstica do suspeito e possível presença da criança no crime.
Informações adicionais
Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que, de janeiro a maio deste ano, a região de Ribeirão Preto registrou quatro feminicídios e sete tentativas. A advogada Nájila Ferraschi, da Comissão do Direito da Mulher da UAB, defende a ampliação de políticas públicas para proteção das vítimas e destaca que a violência contra a mulher atinge todas as camadas sociais.
“A violência contra a mulher é uma doença e não escolhe classe social, cor ou grau de escolaridade. A proteção da mulher é um direito e é fundamental que ela reconheça a situação de violência para buscar ajuda”, afirmou a advogada.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito.



