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Micro e pequenas empresas paulistas têm queda de faturamento

Baixa no primeiro semestre de 2016 foi de 13%; Sebrae-SP tem projeções otimistas para o fim do ano
micro e pequenas empresas
Baixa no primeiro semestre de 2016 foi de 13%; Sebrae-SP tem projeções otimistas para o fim do ano

Baixa no primeiro semestre de 2016 foi de 13%; Sebrae-SP tem projeções otimistas para o fim do ano

Um levantamento recente do Sebrae revelou um cenário preocupante para os micro e pequenos empresários de São Paulo. Os dados apontam para a maior retração no faturamento desde 2002, com uma queda de 13,2% no primeiro semestre, marcando o pior desempenho em 14 anos.

Impacto do Desemprego e Instabilidade Política

Darcy Paulino, consultor do Sebrae, destaca a influência do ambiente macroeconômico nesse desempenho negativo. “Não podemos negar que o ambiente macro afeta muito as micro e pequenas empresas”, afirma. Ele aponta o aumento do desemprego como um fator crucial, reduzindo a circulação de dinheiro na economia. A instabilidade política também é citada como um agravante, contribuindo para a incerteza econômica.

Reação dos Empresários em Ribeirão Preto

Em Ribeirão Preto, o empresário Gabriel Mendes Cruz, proprietário de dois restaurantes, observou mudanças no comportamento dos consumidores. Apesar de um mercado mais retraído, Gabriel não se intimidou e inaugurou sua segunda unidade. Ele planeja investir e ampliar os serviços, demonstrando confiança no futuro.

Expectativas para o Segundo Semestre

Apesar dos números negativos, Darcy Paulino ressalta o otimismo dos empresários para o segundo semestre. Cerca de 58% dos donos de micro e pequenas empresas esperam que a queda no faturamento cesse já em julho, indicando uma retomada gradual da confiança. A expectativa de melhora na economia atinge 29% dos microempreendedores.

Para confirmar esse otimismo, as micro e pequenas empresas paulistas precisarão mostrar resultados expressivos nos próximos meses. No primeiro semestre, todos os setores sofreram retração: indústria (-15,3%), serviços (-14,7%) e comércio (-11,2%).

O cenário exige atenção, mas a resiliência e o otimismo dos empresários podem ser o motor para a recuperação.

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