Na região de Ribeirão Preto a queda no faturamento foi de 12,8%, segundo o Sebrae-SP
A instabilidade econômica brasileira se tornou uma constante para micro e pequenas empresas, impactando também o poder de compra dos consumidores. Um estudo recente do Sebrae ilustra essa retração, com uma queda de 11,4% no faturamento em fevereiro em comparação com o ano anterior, e de 9% em relação a janeiro, marcando o 14º mês consecutivo de declínio desde janeiro de 2015.
Impacto no Poder de Compra e Emprego
Pedro Gonçalves, consultor do Sebrae, destaca que esses resultados refletem diretamente na perda do poder de compra da população e no aumento do desemprego. A incerteza econômica afeta tanto as empresas quanto os consumidores, que se veem com menos recursos para consumir, adiando compras e impactando negativamente o fluxo de caixa das empresas.
A Realidade da Crise para o Empreendedor
Para o empreendedor, essa crise se traduz em uma queda real no faturamento, descontada a inflação. Em São Paulo, por exemplo, houve uma redução de 11,4% no faturamento médio das empresas em fevereiro de 2016 em comparação com fevereiro de 2015. A pesquisa do Sebrae revela que a incerteza é tão grande que muitos empresários se conformaram com um cenário de estagnação nos próximos meses. A maioria espera manter o faturamento nos níveis atuais, que já são considerados baixos devido aos 14 meses consecutivos de queda.
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Cenário de Incerteza e Desempenho Setorial
A pesquisa também aponta para um aumento na incerteza, com 12% dos entrevistados em março declarando não saber como o faturamento de suas empresas irá evoluir, em comparação com 6% no ano anterior. Nenhum setor escapou dos resultados negativos em fevereiro, com quedas de 13% na indústria, 12,7% nos serviços e 10% no comércio. Em termos regionais, o interior de São Paulo apresentou um desempenho ligeiramente melhor do que a capital.
O cenário econômico atual exige cautela e adaptação por parte dos empreendedores, que buscam estratégias para mitigar os impactos negativos da crise.



