Ouça a coluna ‘CBN Mundo Digital’, com Patrícia Teixeira
A Microsoft confirmou a compra da divisão de celulares da Nokia por US$ 7 bilhões, em movimentação que marca a entrada direta da empresa no mercado de hardware e telefonia móvel. Até então, a presença da Microsoft no setor concentrava-se no sistema operacional Windows Phone, usado pelos aparelhos da fabricante finlandesa.
Detalhes do negócio e motivações
A operação ocorre em um momento de reestruturação para as duas companhias. A Nokia, que já foi líder global, perdeu fatia de mercado para rivais como Apple e Samsung, o que afetou suas receitas e forçou uma revisão de estratégia. Para a Microsoft, a aquisição representa uma tentativa de expandir seu alcance além do software e fortalecer sua atuação em dispositivos móveis, após resultados considerados discretos do tablet Surface.
Efeitos para consumidores e para o mercado
Especialistas ouvidos pelo mercado afirmam que os usuários não devem notar mudanças imediatas nos aparelhos da Nokia enquanto as empresas promovem a integração operacional. A expectativa é que a Microsoft passe a alinhar design e fabricação com o desenvolvimento do Windows Phone, criando um portfólio integrado de celulares e tablets mais competitivo frente aos concorrentes.
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Movimentos da concorrência
Em paralelo, a Apple prepara o lançamento de uma versão mais acessível do iPhone 5, com anúncio previsto para 10 de setembro. O modelo deve trazer carcaças coloridas, opções de 8 GB e 16 GB e embalagem simplificada para reduzir custos. Ainda não há informações oficiais sobre preços ou data de chegada ao Brasil.
O setor de telefonia móvel segue em rápida transformação, com grandes fabricantes diversificando linhas e lançando versões econômicas para alcançar diferentes perfis de consumidores. A compra da divisão de celulares da Nokia pela Microsoft pode alterar a dinâmica competitiva nos próximos meses, à medida que as empresas ajustam produtos e estratégias.