Prédios foram construídos em locais proibidos e serão demolidos; imbróglio segue na Justiça há 20 anos
A situação de aproximadamente mil ranchos construídos em áreas de preservação permanente às margens do Rio Pardo, na região de Ribeirão Preto, chegou ao fim após duas décadas de discussão. Desde o final de fevereiro, os proprietários dos imóveis entre Jardinópolis, Sertãozinho e o distrito de Cruz das Posses recebem notificações de desocupação pela Agropecuária Imas Iracema, dona das fazendas onde os terrenos estão localizados.
Notificações e Demolições
A medida atende a uma ordem judicial oriunda de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público há oito anos. A ordem judicial determina a remoção dos ranchos, que são considerados irregulares por violarem a legislação ambiental. O tenente da Polícia Ambiental, Mário Usuel, afirma que a empresa deve executar o plano de remoção, visando a regeneração da flora local.
Impactos Ambientais e Ações da Polícia
Segundo o tenente Usuel, os ranchos causam impactos ambientais significativos, como a retirada de material lenhoso para construção, a limpeza da área que impede a regeneração natural da flora e a poluição do Rio Pardo por esgoto sem tratamento. A Polícia Militar Ambiental, embora ainda não acionada para a remoção, notificou os moradores para a desocupação em 20 dias. Caso haja descumprimento, novas medidas, administrativas ou criminais, serão tomadas.
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Resistência e Conclusões
Apesar da longa discussão e da possibilidade de resistência, o tenente Usuel relata que não houve grandes problemas até o momento. A decisão judicial busca encerrar a questão iniciada em 2008, obrigando os proprietários a deixarem o local. A ação visa proteger a área de preservação e restaurar o equilíbrio ambiental da região.



