Alimentos e bagagens que chegam ao país vindos de áreas de risco são incinerados; doença não é vista no Brasil há 34 anos
Com o aumento do consumo de carne suína no Brasil, crescem as preocupações com a sanidade das granjas e a ameaça da peste suína africana (PSA). O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou reforço na fiscalização para evitar a entrada do vírus.
Risco e Prevenção
A veterinária Andrea Pensardi afirma que o risco da PSA sempre existe, mas o Brasil possui melhor preparo e menor preocupação em comparação a outros países. Alimentos e bagagens de áreas afetadas são rigorosamente inspecionados. Embora o Brasil tenha sido considerado zona livre de PSA por 34 anos, um caso foi registrado em outubro em Forquilha, Ceará. Análises confirmaram que se tratava de peste suína clássica (PSC), e os animais infectados foram eliminados, intensificando os cuidados na região.
Impacto e Regiões Afetadas
O surto ocorreu em uma região com produção suína pouco significativa, minimizando o impacto. Os principais estados produtores (Sul, Sudeste e Centro-Oeste) permanecem livres de PSA e PSC. A região Sul concentra quase 70% dos abates suínos do país, com Santa Catarina liderando com aproximadamente 30%.
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Situação Atual
Apesar do incidente em Forquilha, as medidas de prevenção e controle adotadas pelo MAPA, somadas à localização geográfica do surto, contribuem para manter a segurança sanitária do setor, principalmente nas regiões de maior produção. A vigilância continua sendo fundamental para evitar novos casos e garantir a saúde do rebanho e a segurança alimentar da população.



