Expectativa é avaliar mais de 700 bovinos em 47 propriedades rurais espalhadas pelo estado; ouça o ‘Giro do Agro’
A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo iniciou na semana passada uma campanha de vigilância sorológica destinada a comprovar a ausência de transmissão da febre aftosa no rebanho bovino. A ação envolve amostragem em campo, inspeção clínica e envio de material para análise laboratorial.
Escopo da investigação e logística
Um sorteio promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) selecionou 47 propriedades rurais e cerca de 700 bovinos distribuídos por 29 das 40 regionais da CDA, incluindo municípios na região de Ribeirão Preto. As amostras coletadas passam por triagem no Departamento de Logística Laboratorial em Campinas antes de seguirem à Rede de Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagro) do MAPA para análise.
Objetivo sanitário e coordenação nacional
O estudo integra requisitos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) para que São Paulo possa pleitear o reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Além de São Paulo, outros estados realizam estudos simultâneos com objetivo similar: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Maranhão, Pará, Amapá e Roraima. A comprovação da ausência de circulação viral traz maior segurança ao produtor rural e é condição para a alteração do status sanitário.
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Impactos para produtores e medidas futuras
Após a última campanha de vacinação, realizada em novembro do ano passado, o Estado adotou medidas para manter a sanidade do rebanho. A meta traçada pelo governo federal é que o Brasil atinja o status de país livre da febre aftosa sem vacinação até 2026. Para avançar nesse processo, o MAPA publicou normas que restringem, a partir de 1º de maio, a movimentação de animais e produtos entre unidades federativas que suspenderam a vacinação e aquelas que ainda a mantêm. A OMSA exige, para reconhecimento, a suspensão da vacinação e a proibição de ingresso de animais vacinados nas áreas candidatas por pelo menos 12 meses.
Com a retirada da vacinação, os produtores que antes imunizavam seus rebanhos em maio e novembro deverão passar a fazer declarações regulares sobre os animais. A obrigatoriedade de declaração abrange bovinos e demais espécies presentes na propriedade, como equídeos, suínos, ovinos, caprinos e aves. Em São Paulo, serão amostradas propriedades nas regionais de Araraquara, Barretos, Jaboticabal, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e Franca.
A Secretaria reforça a importância de os produtores acompanharem as orientações oficiais e manterem a regularidade das declarações e das medidas sanitárias para garantir a proteção do rebanho e facilitar o reconhecimento internacional do status sanitário do país.