Condição é o aumento das glândulas mamárias dos homens de maneira descontrolada; pediatra Ivan Savioli explica sobre o assunto
A ginecomastia, crescimento do tecido mamário em homens, é um assunto relativamente comum nos consultórios pediátricos, acometendo até 70% dos adolescentes. Embora possa causar constrangimento e bullying, na maioria dos casos (90%), é uma condição benigna e autolimitada, desaparecendo espontaneamente.
Ginecomastia na Adolescência: Um Problema Comum
A ginecomastia em adolescentes é a situação que mais preocupa pais e médicos. A causa é um desequilíbrio hormonal, que geralmente se resolve sozinho. É importante destacar que a obesidade pode aumentar a probabilidade de ginecomastia, mas não é um fator determinante. O acompanhamento médico é crucial para monitorar o desenvolvimento e tranquilizar o adolescente.
Outras Fases da Vida e Confusão com Lipomastia
A ginecomastia também pode ocorrer em recém-nascidos, devido aos hormônios maternos, e em homens na senilidade (após 50-60 anos), novamente por desequilíbrio hormonal. É importante diferenciar a ginecomastia da lipomastia, acúmulo de gordura na região mamária, comum em adolescentes obesos. A lipomastia, ao contrário da ginecomastia, não envolve crescimento do tecido mamário.
Leia também
- Prevenção saúde bucal em crianças: Campanha “Julho Laranja” busca conscientizar para a importância da saúde bucal em crianças
- Dados do IBGE apontam que 134 mil crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos vivem em união conjugal
- Em 2024, Brasil registra menor número de óbitos entre crianças de 0 a 4 anos
Tratamento e Considerações Finais
Em 90% dos casos, a ginecomastia não requer tratamento, apenas observação. Nos 10% restantes, a decisão terapêutica dependerá do tamanho da ginecomastia e do impacto emocional no adolescente. Em casos de grande desconforto, a mamoplastia redutora pode ser uma opção. O aparecimento de tecido mamário em fases da vida além daquelas citadas (neonatal, adolescência e senilidade) requer investigação médica.