Médico urologista, Fernando Caldas, fala dos riscos com a falta de avalições precoces; ouça a coluna ‘CBN Saúde e Bem-Estar’
Dados do Ministério da Saúde apontam uma preocupante disparidade: os homens realizam seis vezes menos exames preventivos que as mulheres. Essa realidade exige atenção, especialmente no que diz respeito aos exames urológicos.
A Pandemia e o Diagnóstico Precoce
O afastamento masculino dos exames preventivos é, em parte, reflexo da pandemia. O medo de exposição e a necessidade de isolamento contribuíram para reduzir a procura por consultas médicas. No entanto, o câncer de próstata continua a ser uma ameaça significativa, com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) superiores a 70 mil casos por ano no Brasil, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontando mais de 80 mil. A prevenção, portanto, torna-se ainda mais crucial.
Fatores de Risco e Diagnóstico Precoce
O diagnóstico precoce é fundamental no combate ao câncer de próstata. A espera pelo aparecimento de sintomas (jato urinário fraco, dificuldade para urinar, sangue na urina) indica, em 95% dos casos, um câncer já avançado. O diagnóstico precoce, por outro lado, através de consulta médica, exame de toque retal e exame de sangue (PSA), permite taxas de cura superiores a 90%. A recomendação é que homens a partir dos 50 anos realizem esses exames preventivos. Para aqueles com histórico familiar de câncer de próstata (pai ou tio), a recomendação é antecipar a prevenção para os 45 anos.
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Importância da Prevenção
A diminuição na procura por exames preventivos terá consequências negativas no futuro. A prevenção é a chave para o sucesso no tratamento do câncer de próstata, e o descuido com a saúde pode resultar em diagnósticos tardios e redução das chances de cura. A conscientização masculina sobre a importância dos exames preventivos é fundamental para reverter esse quadro.



