Rodrigo Stabeli comenta o cenário da doença no âmbito nacional e como esse combate deve ser organizado para reduzir impactos
Nesta quinta-feira, o pesquisador da Fiocruz, Dr. Rodrigues Stabeli, concedeu entrevista à CBN para discutir o cenário da dengue no Brasil, com foco em Ribeirão Preto e São Paulo.
Cenário Nacional da Dengue
O Ministério da Saúde divulgou um relatório indicando uma redução significativa de casos de dengue em 2024, cerca de 74% a 85% menos que em anos anteriores. Apesar disso, o Dr. Stabeli destaca que a redução da letalidade e a implementação de um plano de preparação para a dengue em setembro de 2023, não eliminam a necessidade de vigilância contínua. Ações multidisciplinares, incluindo o controle do vetor, comunicação pública e reorganização dos serviços de saúde, são cruciais para o enfrentamento da doença.
A Situação em São Paulo e Ribeirão Preto
Embora o Brasil tenha apresentado uma redução geral, o estado de São Paulo registra alta incidência, particularmente do tipo 3 do vírus da dengue. Este sorotipo é menos familiar ao sistema imunológico, podendo levar a manifestações mais severas da doença. Ribeirão Preto, apesar de também apresentar alta incidência, demonstra eficácia na gestão da crise, sem colapso no atendimento médico. Isso se deve à rápida implementação de protocolos do Ministério da Saúde, que permitiram a reorganização eficiente dos serviços de saúde.
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A população tem um papel fundamental no combate à dengue, principalmente na eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti em suas residências. A participação ativa das equipes de agentes comunitários de saúde é essencial para orientar e auxiliar a população na prevenção, enfatizando a importância de um trabalho conjunto para o sucesso no combate à doença. A conscientização e a prevenção contínua são vitais, pois a dengue continua sendo uma ameaça à saúde pública, mesmo com a redução de casos em algumas regiões.