OMS declarou que cenário da doença na África é de emergência em saúde pública devido ao risco de disseminação global da variante
Monkeypox: Alerta Global e Preparação do Brasil
O Ministério da Saúde brasileiro instalou um Centro de Operação de Emergência (COE) para monitorar e se preparar para uma possível chegada do vírus monkeypox ao país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de importância internacional devido ao risco de disseminação global e uma potencial nova pandemia. A preocupação se justifica pelo registro do primeiro caso na Suécia, indicando uma mutação do vírus que não circulava anteriormente em outras regiões.
Entendendo a Situação Atual
Segundo Rodrigo Estábil, pesquisador da Fiocruz, o monkeypox já é conhecido na África Subsaariana desde a década de 50. Surtos recorrentes ocorriam na região, mas com as mudanças climáticas, mutações mais significativas no vírus têm sido observadas. Atualmente, há uma transmissão comunitária sustentada na África, sem um ponto de origem definido, o que diferencia dos surtos anteriores e justifica o alerta da OMS.
Prevenção e Vigilância
Embora o Brasil não registre casos fora da África Subsaariana, exceto o caso na Suécia, a instalação do COE visa preparar o país para uma possível entrada do vírus. A estratégia inclui aumento da vigilância e prevenção na população. O foco é garantir que, caso o vírus chegue ao Brasil, o país esteja preparado para controlar sua disseminação, evitando uma situação de pandemia.
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O alerta global serve para prevenir a disseminação do monkeypox. Embora a doença seja conhecida e estudada, a nova variante e a transmissão comunitária sustentada na África exigem vigilância e preparação por parte dos países. A ação preventiva do Ministério da Saúde demonstra a importância de se antecipar a possíveis ameaças à saúde pública, garantindo a segurança da população brasileira.