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Ministério da Saúde emite nota técnica sobre cuidados com a vacinação e diagnóstico de coqueluche

Doença é controlada no Brasil, mas devido a um aumento na Europa e na Ásia, especialistas visam impedir que casos se espalhem
Ministério da Saúde emite nota técnica
Doença é controlada no Brasil, mas devido a um aumento na Europa e na Ásia, especialistas visam impedir que casos se espalhem

Doença é controlada no Brasil, mas devido a um aumento na Europa e na Ásia, especialistas visam impedir que casos se espalhem

A coqueluche, uma doença respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis, Ministério da Saúde emite nota técnica sobre cuidados, tem registrado aumento de casos em diversas regiões do mundo, o que motivou o Ministério da Saúde do Brasil a emitir uma nota técnica reforçando a importância da vacinação e do diagnóstico precoce. Embora a doença tenha sido controlada no país graças à imunização, o cenário internacional preocupa as autoridades de saúde.

Aumento global de casos: Em 2024, foram notificadas 32 mil ocorrências de coqueluche no primeiro trimestre em 17 países da União Europeia, um aumento de 27% em relação ao total registrado em todo o ano anterior. Além da Europa, houve crescimento no número de casos em países como China, Israel, Austrália, Canadá e Bolívia. Esse aumento global eleva o risco de surtos no Brasil, principalmente se a cobertura vacinal não for mantida ou ampliada.

Vacinação e cobertura no Brasil: O Ministério da Saúde destaca que a melhor forma de prevenir a coqueluche é por meio da vacinação. A meta estabelecida para a cobertura vacinal é de 95%, porém, em 2023, apenas 50% do público-alvo foi imunizado. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina gratuitamente para três grupos principais:

  • Bebês, que recebem doses da vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de idade;
  • Crianças, que recebem reforços da vacina DTP aos 15 meses e aos 4 anos;
  • Gestantes, mães que amamentam e profissionais de saúde, que podem ser imunizados com a vacina dTpa.

Além desses grupos, há uma medida temporária que inclui a vacinação de doulas que atuam em partos, bem como profissionais de creches e diversários que cuidam de crianças de até quatro anos.

Situação epidemiológica no Brasil: Nos últimos dez anos, o estado de São Paulo registrou cerca de 300 casos de coqueluche. Em 2024, até o momento, foram confirmados 31 casos em todo o país. O último pico da doença ocorreu em 2014. A transmissão acontece por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar, e os sintomas iniciais incluem mal-estar geral, coriza, tosse seca e febre baixa.

Riscos e recomendações: A coqueluche pode causar complicações graves, especialmente em bebês menores de um ano, que têm maior risco de hospitalização e morte. Por isso, é fundamental que os pais mantenham a vacinação das crianças em dia e que adultos pertencentes aos grupos de risco também se imunizem. A retomada de surtos no Brasil pode ser evitada com a adesão à vacinação, que é gratuita e eficaz.

Entenda melhor

A coqueluche é uma infecção respiratória altamente contagiosa. A vacina pentavalente protege contra cinco doenças, incluindo a coqueluche, e é aplicada em três doses nos primeiros meses de vida. A vacina DTP é usada para reforço em crianças maiores, enquanto a dTpa é indicada para gestantes e profissionais que lidam com bebês, garantindo proteção indireta aos recém-nascidos.

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