Neste quarta (21), é comemorado o Dia de Conscientização da Doença; pessoas jovens podem ter Alzheimer? Neurologista explica!
Amanhã, 21 de setembro, é o Dia Mundial do Alzheimer e o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,2 milhão de brasileiros vivem com a doença, afetando não apenas o paciente, mas toda a sua rede de apoio familiar e social. A doença impacta o comportamento, a memória e a capacidade cognitiva do indivíduo, comprometendo o convívio familiar e social.
Primeiros Sinais e Causas
De acordo com o neurologista Dr. Francisco Vali, os primeiros sinais do Alzheimer incluem perda de memória de fatos recentes, dificuldades de linguagem e comunicação, desorientação, problemas para lembrar nomes e datas, e alterações de comportamento. Embora as alterações cerebrais sejam conhecidas, a causa exata da doença ainda é desconhecida. Fatores genéticos aumentam significativamente o risco, mas fatores ambientais também desempenham um papel importante na manifestação da doença.
Impacto da Covid-19 e outras Doenças
O Dr. Vali esclarece que, embora a Covid-19 possa causar dificuldades cognitivas e alterações comportamentais, não há evidências de que ela desencadeie o Alzheimer. No entanto, a Covid-19 pode agravar os sintomas em pacientes que já possuem a doença. O Alzheimer é uma doença progressiva que pode piorar outras condições preexistentes, como pneumonia e infecções urinárias, aumentando a fragilidade do paciente.
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A Importância do Acompanhamento e Cuidados com o Cuidador
Para os familiares e amigos de pessoas com Alzheimer, a paciência e o apoio são fundamentais. O Dr. Vali destaca a importância do cuidado integral, não apenas com o paciente, mas também com o cuidador. O cuidador precisa de apoio emocional, orientação e acompanhamento para lidar com o desgaste físico e emocional do processo. Um cuidador bem assistido garante melhor qualidade de vida para si e para o paciente. É importante lembrar que o Alzheimer afeta pessoas de todas as idades, embora seja mais comum após os 75 anos.
A atenção aos primeiros sintomas é crucial para iniciar o tratamento precoce e garantir melhor qualidade de vida para o paciente e sua família. O apoio e o acompanhamento profissional são essenciais para lidar com os desafios impostos por essa doença progressiva.



