Preocupação maior é com a febre amarela; no estado foram registrado 555 casos da doença de julho do ano passado a junho de 2018
Ribeirão Preto enfrenta preocupação com aumento de casos de febre amarela após fortes chuvas.
Chuvas e aumento da população de mosquitos
O recente período chuvoso em Ribeirão Preto elevou a preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti. As chuvas causam acúmulo de água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito, principalmente com as altas temperaturas. A principal preocupação é o aumento de casos de febre amarela.
Números e prevenção da febre amarela
Dados do Ministério da Saúde apontam 555 casos de febre amarela em São Paulo entre julho de 2017 e junho de 2018. O infectologista Juvencio Furtado destaca a importância da atenção da população. A febre amarela, transmitida pelo mosquito, geralmente ocorre em áreas de mata, sendo transmitida ao homem após o mosquito picar um primata infectado. Em áreas urbanas, o controle do mosquito é fundamental para prevenir a doença. Apesar dos registros no estado, Ribeirão Preto não registrou casos confirmados em 2018, apenas casos suspeitos. O último caso confirmado foi em dezembro de 2016, envolvendo um homem de 52 anos que morava próximo à mata Santa Teresa e não havia se vacinado.
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Vacinação: a arma mais eficaz
A vacinação é eficaz na prevenção da febre amarela, segundo o infectologista Juvencio Furtado. Ele ressalta a importância da vacinação, apesar do medo de efeitos colaterais, pois os benefícios superam os riscos. A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Lucia Marcia Romanoli, afirma que todos os postos de saúde de Ribeirão Preto estão abastecidos com a vacina contra a febre amarela, disponível para todas as pessoas que não foram vacinadas (crianças acima de nove meses). O Estado de São Paulo recomenda a vacinação desde 2017, e Ribeirão Preto desde 1995.



