Pesquisadores participaram de audiência pública nesta quinta-feira, no Senado
A saga da fosfoetanolamina sintética, também conhecida como “pílula do câncer”, ganha novos capítulos com a promessa de prioridade da Anvisa no processo de registro, mas ainda cercada de incertezas e a necessidade de comprovação científica.
O Início e a Ação da Substância
Desenvolvida no Instituto de Química da USP em São Carlos pelo professor Gilberto Chierici, hoje aposentado, a fosfoetanolamina surgiu com a proposta de tornar as células cancerosas mais visíveis ao sistema imunológico. Segundo Chierici, essa ação facilitaria o combate às células doentes pelo próprio organismo. Apesar do potencial, a substância nunca passou pelos rigorosos testes em humanos exigidos pela Anvisa.
Desafios e Perspectivas
O professor Chierici defende a eficácia da fosfoetanolamina, relatando “centenas de casos” de sucesso. Contudo, a produção em larga escala esbarra em obstáculos. A USP alega não ter condições de fabricar a quantidade exigida pela Justiça, que busca um plano de ação para o fornecimento da substância por um laboratório público ou credenciado. O Ministério da Ciência e Tecnologia vislumbra convênios com laboratórios para aumentar a produção, enquanto a Defensoria Pública Federal busca agilizar o processo.
A Importância da Comprovação Científica
Especialistas, como o geriatra André Junqueira, alertam para a necessidade de testes rigorosos para comprovar a segurança da fosfoetanolamina. É crucial garantir que a substância não cause efeitos colaterais graves, especialmente em pacientes com outras condições de saúde preexistentes. A busca por um tratamento eficaz não pode comprometer a saúde e o bem-estar dos pacientes.
O futuro da fosfoetanolamina depende da realização de estudos que atestem sua eficácia e segurança, garantindo que seu uso seja benéfico e responsável.



