Três acusados de Ribeirão Preto respondem por exploração de mulheres transexuais na prostituição
O Ministério do Trabalho divulgou a atualização da “lista suja” do trabalho escravo no Brasil, incluindo 132 novos nomes. A lista, atualizada semestralmente, aponta empresas e indivíduos acusados de submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
Casos na Região
Na região, seis pessoas foram incluídas na lista. Três de Ribeirão Preto são acusadas de explorar mulheres trans na prostituição, enquanto dois empregadores de Ituverava são acusados de oferecer péssimas condições de moradia a funcionários resgatados em 2021. Raiane da Silva, Nácio Mariano e José Carlos do Nascimento, responsáveis pelo alojamento e transporte de 22 trabalhadores, também foram incluídos na lista em outubro de 2022, após serem punidos com multas.
Impacto da Divulgação
A divulgação da lista permite que a sociedade tome providências. Empresas e instituições consultam a lista antes de realizar contratações, e o Banco Central restringe a concessão de empréstimos para os envolvidos. A presidente da ONG Vitória Régia, Larissa Brito, destaca o impacto positivo da divulgação, especialmente para profissionais do sexo, que frequentemente sofrem estigma e preconceito. Ela ressalta a importância de se olhar para esse público e garantir seus direitos humanos, independentemente de sua profissão.
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Outras Denúncias e Respostas
A lista inclui casos como o de uma médica boliviana suspeita de escravizar uma empregada doméstica e o de um casal que submeteu uma idosa a 27 anos de trabalho análogo à escravidão. Outros casos recentes em Jardinópolis e Guariba, ainda em andamento, não foram incluídos na lista atualizada. As defesas dos acusados apresentaram diferentes versões, contestando as acusações ou alegando que os processos ainda estão em andamento. Algumas defesas não foram alcançadas para comentar sobre o assunto.



