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Ministério Público denuncia homem por feminicídio após morte de ex-companheira em Barrinha

Acusado de matar a ex-mulher com disparos em um bar vai responder por feminicídio qualificado; MP pede indenização aos filhos
Ministério
Arquivo pessoal

O Ministério Público denunciou à Justiça Paulo Henrique Batista, de 42 anos, pela morte da ex-mulher, a costureira Fabiana Cristina Lacerda Batista, também de 42 anos, em Barrinha. Ele vai responder por feminicídio qualificado.

Segundo as investigações, o suspeito saiu de Itaú de Minas, no sul de Minas Gerais, e percorreu cerca de 200 quilômetros até Barrinha para cometer o crime. O caso aconteceu no dia 2 de maio, quando a vítima chegava a um bar acompanhada da irmã. Além da denúncia criminal, o Ministério Público pediu indenização de R$ 100 mil para cada um dos dois filhos do casal. Em caso de condenação, a pena pode chegar a 40 anos de prisão.

O crime aconteceu na Avenida Costa e Silva, no Jardim Paulista, em Barrinha. Fabiana acompanhava a irmã, Lorena Freitas, que faria uma apresentação musical no local. De acordo com a investigação, imagens de câmeras de segurança mostram que o suspeito aguardou aproximadamente uma hora pela chegada das irmãs. A apuração também aponta que ele monitorava as redes sociais da familiar para descobrir onde Fabiana estaria. Após os disparos, o homem foi contido por pessoas que estavam no local e preso em flagrante. Posteriormente, ficou internado após ser agredido e depois foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Pontal, onde permanece preso preventivamente.

Familiares relataram que o relacionamento era marcado por episódios de agressões e ameaças. Segundo os relatos apresentados na reportagem, após a separação, Fabiana passou a fazer tratamento psiquiátrico e tinha receio de sair de casa. Ainda conforme a família, em fevereiro deste ano, o investigado chegou a ser preso após ameaçar a ex-companheira com uma faca, mas foi liberado depois de audiência de custódia. Os familiares também afirmaram que ele enviava mensagens com ameaças aos filhos pelas redes sociais e que, em uma delas, dizia que o desfecho da história seria decidido por ele.

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Segundo a irmã da vítima, Fabiana vivia um momento de reconstrução da vida após o fim do relacionamento. Ela havia retomado projetos pessoais e reorganizado a rotina ao lado da família. De acordo com o relato, Fabiana trabalhava, morava com um dos filhos e tinha planos de iniciar uma graduação em Educação Física. Até o momento da reportagem, a defesa de Paulo Henrique Batista não havia sido localizada para comentar a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

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