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Ministério Público deve encaminhar denúncia do caso Nelson à Justiça nos próximos dias

Se acatada, oito suspeitos de diferentes participações no crime devem se tornar réus; confira o resultado do inquérito
Ministério Público deve encaminhar denúncia do
Se acatada, oito suspeitos de diferentes participações no crime devem se tornar réus; confira o resultado do inquérito

Se acatada, oito suspeitos de diferentes participações no crime devem se tornar réus; confira o resultado do inquérito

A Polícia Civil de Cravinhos concluiu as investigações sobre o desaparecimento e morte do empresário Nelson Carrera Filho, Ministério Público deve encaminhar denúncia do, de 43 anos, e entregou o relatório final ao Ministério Público. O empresário, que morava em São Paulo, desapareceu no dia 16 de maio após participar de uma reunião de negócios em Cravinhos. Segundo o inquérito, Nelson foi morto a tiros dentro de uma fábrica de suplementos e seu corpo foi jogado no Rio Grande, em Miguelópolis. O corpo, porém, nunca foi localizado.

Denúncias e suspeitos: O Ministério Público recebeu denúncias contra oito pessoas suspeitas de envolvimento no caso. A promotoria pode acatar total ou parcialmente as denúncias para que os investigados se tornem réus. Entre os denunciados está Marlon Colto Jr., Ministério Público deve encaminhar denúncia do, empresário que teria dado o tiro fatal e ordenado a ocultação do corpo. Ele teve prisão decretada, mas segue foragido. Marlon já enviou uma carta confessando o crime e fornecendo detalhes.

Tadeu ao Meio da Silva, funcionário de Marlon, foi denunciado por homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Ele está preso e teve prisão preventiva solicitada pela polícia. Marcela Almeida, esposa de Marlon, foi denunciada por fraude processual; chegou a ser presa, mas responde em liberdade.

Felipe Miranda, amigo de Marlon e responsável por levar o corpo ao Rio Grande, foi denunciado por ocultação de cadáver e fraude processual. Ele está detido, mas pode responder em liberdade após o fim da prisão temporária. Outros denunciados que respondem em liberdade são Murilo Couto (irmão de Marlon), acusado de ocultação de cadáver e falsidade ideológica; Marlon Couto Paula (pai de Marlon), e Lilian Patrícia Paula (mãe de Marlon), ambos denunciados por favorecimento pessoal por suspeita de ajudar na fuga do principal suspeito; e Carlos Eduardo da Silva Cunha, denunciado por falso testemunho.

Detalhes do crime e investigação: Tadeu, gerente da fábrica de suplementos, se entregou à polícia duas semanas após o desaparecimento de Nelson. Ele é suspeito de ajudar Marlon a enrolar o corpo em lonas antes de ser jogado no Rio. No dia do crime, Tadeu teria agendado uma dedetização na empresa, dispensando os funcionários, o que levantou suspeitas de planejamento do crime.

O veículo de Nelson foi encontrado abandonado na zona norte de São Paulo. Segundo o delegado Itou Moreira, Marlon atirou em Nelson quando ele estava distraído com o celular, usando o aparelho desbloqueado para enviar mensagens à esposa da vítima, fingindo ser empresário. A motivação do crime teria sido desavenças comerciais relacionadas a uma marca de produtos para emagrecer, cuja patente era disputada entre Nelson e Marlon.

Repercussão e posicionamentos: A família de Nelson acompanhou o caso com sofrimento e atrásnia. Melissa Carrera, irmã do empresário, falou sobre a dor de não ter encontrado o corpo e a impossibilidade de uma despedida digna. Ela afirmou que o luto será para toda a vida.

As defesas dos envolvidos negam participação no crime. A defesa de Murilo Couto afirmou que ainda não pode se pronunciar devido ao volume do inquérito. A defesa de Marcela Almeida negou o envolvimento dela e disse que provará sua inocência. A defesa de Tadeu afirmou que ele não participou do homicídio e que isso será comprovado na justiça. Marlon Couto e Lilian Patrícia ainda não possuem advogados constituídos.

Informações adicionais

Apesar da ausência do corpo, a polícia realizou buscas no Rio Grande, local onde há convicção de que o corpo foi jogado. As buscas foram dificultadas pelas condições naturais do rio, como profundidade, lama, vegetação densa e decomposição do corpo humano. A investigação identificou que Marlon não tinha intenção genuína de estabelecer uma parceria comercial com Nelson, o que teria motivado o crime.

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