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Ministério Público diz que já tem provas para denunciar Elizabete Arrabaça e Luiz Antônio Garnica

Promotor diz que investigações do caso da morte da professora de pilates Larissa Rodrigues já coletou provas importantes
Ministério Público diz que já tem
Promotor diz que investigações do caso da morte da professora de pilates Larissa Rodrigues já coletou provas importantes

Promotor diz que investigações do caso da morte da professora de pilates Larissa Rodrigues já coletou provas importantes

O Ministério Público afirmou que já possui provas suficientes para denunciar Elizabeth Arrabassa e seu filho, Ministério Público diz que já tem, Luiz Antônio Garnica, investigados pelas mortes de Larissa Rodrigues e Natália Garnica, ambas por envenenamento com chumbinho.

Em entrevista exclusiva à CBN, Ministério Público diz que já tem, o promotor de justiça Marco Túlio Nicolino, responsável pela denúncia relacionada à morte de Larissa Rodrigues, de 37 anos, assassinada em março, confirmou que Elizabeth, sogra da vítima, e Luiz Antônio, marido de Larissa, estão presos e serão denunciados.

“Nós estamos acompanhando muito de perto o caso da Larissa, porque eu sou promotor e vou ficar responsável pelo caso e toda a investigação que está sendo feita pela polícia civil direcionada ao meu trabalho, para que eu possa formar a minha opinião sobre o caso. O que nós temos até atrásra com relação à Larissa e com relação ao Luís e com relação à Elizabeth já é suficiente para o Ministério Público oferecer denúncia contra ambos.”

Investigação sobre Natália Garnica

Além do caso de Larissa, mãe e filho passaram a ser investigados em outro inquérito após a exumação de Natália Garnica, que morreu em fevereiro aos 42 anos em Pontau. O laudo apontou a presença de chumbinho em seus órgãos, contrariando a hipótese inicial de morte natural por infarto.

Natália era filha de Elizabeth e irmã de Luiz Antônio. A polícia civil de Ribeirão investiga o caso paralelamente, mas a denúncia será feita na justiça de Pontau, local do falecimento.

“Esse processo ajuda no caso de Larissa. Vai reforçar a tese de que a Elizabeth realmente queria, no caso da Natália, remover um ente querido ali para ter alguma vantagem financeira. E aqui em Ribeirão, o mesmo modo operante foi usado, ou seja, a Natália foi envenenada e a Larissa também foi envenenada por questões que nós apuramos até atrásra, questões de ordem patrimonial.”

Versão contestada e investigação sobre morte de animal: Elizabeth Arrabassa havia enviado uma carta alegando que Larissa teria ingerido por engano veneno para rato guardado em uma caixa de remédio de Natália. No entanto, o Ministério Público descartou essa versão, pois os princípios ativos do chumbinho encontrados nos corpos de Larissa e Natália são diferentes, indicando envenenamentos distintos.

A promotoria também solicitou que a polícia investigue a morte da cachorra de Natália, que faleceu 15 dias antes da tutora e pode ter sido usada como cobaia para testar o veneno.

“Se é uma pessoa que está sendo investigada e já tem provas que tirou a vida da própria filha e nora, tirar a vida de um cachorro não seria nada absurdo. Acho que a polícia vale a pena se aprofundar nessa questão da cachorra, porque pode ser que realmente essa cachorra tenha sido usada como uma cobaia para se ter a noção da efetividade desse chumbinho que seria ministrado futuramente para a filha e também para a nora.”

Defesas e possíveis penas: As defesas de Elizabeth e Luiz Antônio negam a participação nos crimes, mas o promotor Marco Túlio afirma que as provas indicam a responsabilidade de ambos, especialmente no caso de Larissa. A denúncia será por feminicídio, com pena inicial prevista de 20 anos, podendo ultrapassar 30 anos devido a qualificadoras como motivo torpe, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e uso de veneno.

“É uma estratégia, tudo que a defesa está falando são conjecturas. As provas indicam no caso da Larissa a participação de ambos. Só eles vão responder por feminicídio, não homicídio, porque se matou a esposa do investigado Luiz. Se reconhecidas as qualificadoras, a pena passará de 30 anos.”

Os inquéritos ainda estão em fase de investigação, mas o Ministério Público já se declarou pronto para apresentar a denúncia à justiça. A CBN Ribeirão acompanhará o desenrolar dos processos.

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