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Ministério Público do Trabalho encontra 22 homens em moradias com situação degradante, em Guariba

Lavradores do Maranhão dizem que empregador não cumpre com as determinações; trabalhador afirma que vive no 'lixo'
trabalho escravo
Lavradores do Maranhão dizem que empregador não cumpre com as determinações; trabalhador afirma que vive no 'lixo'

Lavradores do Maranhão dizem que empregador não cumpre com as determinações; trabalhador afirma que vive no ‘lixo’

Trabalhadores maranhenses denunciam condições de trabalho análogas à escravidão em Guariba (SP)

Promessas não cumpridas

Vinte e dois trabalhadores do Maranhão procuraram o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Ribeirão Preto para denunciar as péssimas condições de trabalho e moradia em Guariba, interior de São Paulo. Contratados para a safra da cana-de-açúcar, eles foram atraídos por promessas de salários de quase R$ 4 mil mensais, mas encontraram uma realidade bem diferente.

Moradia precária e insalubridade

O alojamento, localizado na periferia de Guariba, apresenta condições precárias de higiene e infraestrutura. Com mais de 20 trabalhadores dividindo o espaço, há apenas um chuveiro elétrico, banheiros insuficientes, instalações elétricas expostas e alimentos armazenados diretamente no chão. A superlotação é evidente, com vários trabalhadores dormindo no mesmo quarto e sem espaço para guardar pertences.

Investigação e medidas protetivas

O MPT e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão investigando o caso e apurando se as condições se enquadram como trabalho análogo à escravidão. O Ministério Público busca garantir os direitos dos trabalhadores, com o pagamento de indenizações, verbas rescisórias (férias e décimo terceiro) e salários atrasados. As investigações estão em andamento para responsabilizar o empregador.

Apesar dos esforços para contato, o empregador não se manifestou sobre as denúncias. A situação demonstra a vulnerabilidade de trabalhadores migrantes e a necessidade de fiscalização mais rigorosa para coibir práticas abusivas.

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