Resíduos estão temporariamente em uma empresa de despejo em São Paulo, mas Governo exige a retirada do material do local
A cidade de Caldas, em Minas Gerais, pode se tornar o depósito de 1.100 toneladas de lixo nuclear de São Paulo. A polêmica está gerando grande debate, com representantes da região viajando a Brasília para se manifestar contra a proposta.
Discussão em Brasília
A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados recebe hoje representantes do Sul de Minas para discutir a possível transferência de 1.100 toneladas de equipamentos e lixo radioativo da unidade da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Interlagos (SP) para Caldas. A INB, embora tenha apontado Caldas como alternativa em audiência, nega oficialmente ter tomado uma decisão.
Preocupações Ambientais e de Saúde
A preocupação em Caldas se justifica pelos problemas existentes no armazenamento de rejeitos radioativos. A cidade já abriga, desde a década de 90, mais de 12 mil toneladas de rejeitos de São Paulo, armazenados de forma temporária e sem autorização ambiental. Relatórios do Tribunal de Contas da União e da Comissão Nacional de Energia Nuclear apontam falhas nesses procedimentos. A população teme que a cidade se transforme em um depósito nacional de lixo nuclear, somando-se aos problemas da antiga mina de extração de urânio.
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Próximos Passos
A Comissão Nacional de Energia Nuclear ainda não decidiu sobre a transferência. A audiência na Câmara dos Deputados, que começa às 10h, pode ser acompanhada online pelo site edemocracia.câmara.leg.br, permitindo perguntas e comentários. A expectativa é que a pressão popular e o debate político impeçam a transferência do lixo nuclear para Caldas.



