Ação tem dizimado as populaçãoes de abelhas em todo país; ouça no ‘Giro do Agro’ desta quarta, com a Gleice Lira
Mortandade de Abelhas e a Pulverização Aérea de Agrotóxicos
O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública contra o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), solicitando o fim da pulverização aérea de agrotóxicos. A prática, segundo o MPF, tem dizimado populações de abelhas em todo o país, representando um grave risco para a produção de flora brasileira e a segurança alimentar.
Pressão do Agronegócio e Omissão do Ibama
Embora o Ibama tenha proibido a pulverização aérea de determinadas substâncias em 2012, a medida foi revertida após pressão de grupos do agronegócio. Desde então, uma reavaliação dos efeitos desses agrotóxicos sobre o meio ambiente nunca foi concluída, permitindo a continuação da prática e intensificando a mortandade de abelhas. O MPF destaca a omissão do Ibama nos últimos nove anos como fator crucial para o agravamento do problema.
Consequências e Ações Legais
Um estudo de 2018 da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Unesp apontou que 70% das mortes de abelhas no Brasil estão relacionadas ao uso incorreto de agrotóxicos. O MPF argumenta que a escolha do poder público em priorizar setores econômicos em detrimento do meio ambiente é inconstitucional. A ação judicial se concentra na proibição da pulverização aérea, mantendo a possibilidade da pulverização terrestre. O procurador da República, Matheus Baraldi, classifica a situação como um problema grave e silencioso, que necessita de urgente solução.
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O MPF busca uma decisão judicial que interrompa a pulverização aérea de agrotóxicos, contribuindo para a preservação das abelhas e da biodiversidade brasileira. Acompanharemos os desdobramentos desse caso e informaremos sobre as próximas etapas do processo judicial.