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Ministério Público investiga compra de diplomas falsos em Serrana

Promotor Claudio Morelli conversou com a CBN Ribeirão
compra de diplomas falsos
Promotor Claudio Morelli conversou com a CBN Ribeirão

Promotor Claudio Morelli conversou com a CBN Ribeirão

Uma investigação sobre a autenticidade de diplomas apresentados por funcionárias da Prefeitura de Serrana ganhou um novo capítulo. Uma comissão interna, composta por servidores de carreira, concluiu uma pré-investigação que aponta para a existência de diplomas falsos entre os documentos de habilitação de ocupantes de cargos importantes na administração municipal.

O Inquérito do Ministério Público

O promotor Claudio Morelli informou que o Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar as denúncias. “Estamos buscando informações junto à faculdade de onde teriam vindo esses diplomas e também do Ministério da Educação e Cultura para comprovar a regularidade e a existência desses cursos, bem como a frequência das pessoas”, explicou o promotor. A investigação se concentra em cursos à distância que teriam sido realizados em uma faculdade do Piauí.

Possíveis Consequências Legais

Caso a falsidade dos diplomas seja comprovada, as funcionárias poderão enfrentar sérias consequências. “Se restar comprovado a falsidade desses diplomas, o caminho seria ação civil por improbidade administrativa, onde seria requerida a perda do cargo dessas pessoas e a restituição dos valores por ela recebidos, além da responsabilização por eventual crime de uso de documento falso”, detalhou Morelli.

Foco da Investigação e Próximos Passos

Inicialmente, a investigação se concentra em dois diplomas apresentados pela diretora de RH, Maria Melia Vicentine Ribeiro Marques, e pela secretária da Saúde, Miriam Marcelane de Souza. O promotor ressaltou que, por enquanto, não há indícios de participação de outras pessoas, mas essa possibilidade não está descartada e fará parte da investigação. A Prefeitura de Serrana confirmou a existência de “fortes e incontestáveis indícios” da suspeita e informou que a comissão solicitou a abertura de um processo administrativo, que foi encaminhado à procuradoria municipal.

O caso segue em apuração, com o objetivo de esclarecer a veracidade dos documentos e, se necessário, responsabilizar os envolvidos.

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