Ministério Público investiga denúncia de racismo em creche de Ribeirão Preto
O Ministério Público (MP) de Ribeirão Preto vai investigar uma denúncia de racismo ocorrida em uma creche no Jardim Aeroporto. O caso, que envolve uma criança de três anos, foi trazido à tona na semana passada e atrásra ganha um novo capítulo com a intervenção do MP.
Investigação do Ministério Público
O promotor de Justiça, Nauê Felca, informou que o MP vai apurar se o caso de racismo denunciado pela mãe da criança é um incidente isolado ou uma prática comum na rede pública de ensino. Para isso, o MP solicitará à Secretaria de Educação os projetos utilizados em todas as escolas municipais, a fim de realizar uma análise detalhada.
Denúncia da Mãe e Acusações
Natasha Cavinati-Fonseca, mãe da criança, acionou a Justiça para solicitar uma investigação devido a lesões e situações vexatórias que sua filha tem enfrentado na creche. Segundo Natasha, sua filha chegou em casa com uma falha no cabelo e relatou que a professora teria arrancado parte dos fios com um pente. Os episódios de discriminação, segundo a mãe, ocorrem desde o início do ano. Natasha, que é mãe de gêmeas, afirma que a outra filha, que tem a pele mais clara, não passa pelas mesmas situações.
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Posicionamento da Secretaria de Educação e da Creche
A Secretaria de Educação de Ribeirão Preto informou, por meio de nota, que o caso está sendo devidamente apurado com o apoio do centro de referência em educação para as relações étnico-raciais do município. O processo está sob análise da Corregedoria Geral da cidade. A creche, Centro Educacional Infantil Professor Ortêncio Pereira da Silva, divulgou uma nota informando que jamais adotou ou compactuou com qualquer tipo de comportamento que desrespeite a dignidade humana, ressaltando que os fatos estão sendo apurados e confiando na integridade do trabalho desenvolvido pela comunidade escolar.
O Ministério Público atrásra se junta à investigação para apurar a denúncia de racismo e verificar se o crime ocorreu na creche do Jardim Aeroporto, e se tais atos têm sido recorrentes na educação pública de Ribeirão Preto.



