Sem o término da estrutura prometida, local segue sem inauguração; Prefeitura tem 10 dias para informar tudo que foi gasto
As novas estações de ônibus de Ribeirão Preto estão gerando polêmica antes mesmo de serem oficialmente inauguradas. Problemas estruturais e de higiene estão preocupando usuários e autoridades.
Estações em más condições
A reportagem esteve na Praça das Bandeiras e na estação América Brasiliense, onde encontrou condições precárias. Usuários reclamam de mau cheiro, sujeira e pessoas dormindo nos bancos. Maria Carolina Almeida, que utilizou a estação pela primeira vez, se mostrou decepcionada com o estado do local, considerando o investimento realizado.
Investigação do Ministério Público
O Ministério Público, preocupado com as denúncias, deu prazo de 10 dias para a prefeitura informar sobre os gastos com as estações e os pagamentos feitos ao Consórcio Pró-Urbano. O promotor Sebastião Sérgio da Silveira quer esclarecer o uso dos recursos públicos.
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Problemas na construção e divergências
O diretor do Consórcio Pró-Urbano, Carlos Roberto Cheruli, afirma que a atual administração cancelou o recebimento das obras da Estação Catedral, alegando problemas na documentação. Ele destaca que o consórcio apenas executa as obras, sendo as decisões de projeto e alterações de responsabilidade da prefeitura. Cheruli cita como exemplo as dimensões reduzidas da cobertura da Estação Catedral, justificadas pela necessidade de preservar árvores, uma decisão tomada pela administração municipal. A construção da estação América Brasiliense também enfrentou problemas semelhantes, com a impossibilidade de remover árvores próximas ao local, resultando em redução da altura da plataforma.
A prefeitura terá que apresentar informações sobre as estações em 10 dias, atendendo à solicitação do Ministério Público. A situação demonstra a necessidade de fiscalização e transparência na aplicação de recursos públicos em obras de infraestrutura.



