Mandrinson Almeida teria recebido cheques de Maria Zuely Librandi, advogada suspeita de distribuir propina no governo Dárcy
O empresário Félix de Almeida Cerqueira, conhecido como Mandarin, não é acusado formalmente nos processos da Operação Sevandija. No entanto, seu nome surge em documentos do Ministério Público como pessoa ligada a agentes políticos. A investigação se concentra em dois cheques recebidos por Mandarin de Maria Zuelili Brandi, ex-advogada do sindicato dos servidores de Ribeirão Preto, apontada como principal distribuidora de propinas durante o governo da ex-prefeita.
Cheques sob suspeita
Os cheques, um de R$ 17 mil e outro de R$ 15 mil, emitidos em 22 de novembro de 2015, não constam na contabilidade do escritório de Maria Zuelili. Para Clênio Beluco, diretor da Associação de Peritos Criminais Federais, a ausência de registro desses valores já configura suspeita de fraude ou ilícito. A investigação aponta para uma possível manobra para ocultar a movimentação financeira.
Esquema de ocultação?
Em quatro anos, Maria Zuelili distribuiu milhões em cheques, a maioria com valores abaixo de R$ 90 mil, possivelmente para evitar o monitoramento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Governo Federal sobre transações acima desse valor. Essa prática de parcelamento em valores menores é comum em esquemas de ocultação de recursos.
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Empréstimo ou propina?
Mandarin afirma que os cheques representavam um empréstimo. Seu filho, Leandro Librandi, nega a participação da mãe no esquema de corrupção, alegando que ela nunca foi questionada pelos promotores sobre a não contabilização dos cheques. A investigação segue em andamento para apurar a verdadeira natureza dessas transações financeiras.
A reportagem apurou informações com base em declarações de envolvidos e documentos oficiais. As investigações continuam em andamento e novas informações podem surgir.



