Verificação começou após denúncias da população ao Procon; Sindicato dos Postos de Combustíveis de Barretos nega cartel
O preço elevado dos combustíveis em Barretos não é novidade, mas a uniformidade nos valores praticados pelos postos tem revoltado os consumidores. Gasolina a R$3,35 e etanol a R$2,09 são os preços encontrados em quase todos os estabelecimentos, gerando suspeitas de práticas irregulares.
A Insatisfação dos Motoristas
Messias, gerente de compras, expressa sua frustração: “É um dos combustíveis mais caros da região.” Dúlcio Preto, que viaja frequentemente a São Paulo, complementa: “A 200 quilômetros daqui, encontramos combustíveis 30 a 40 centavos mais baratos. Ninguém vai me convencer que isso é diferença de frete ou imposto.”
A dona de casa Calidia de Freitas também sente o impacto: “Tá caro, tudo subiu. Tenho que ficar caçando posto um pouco mais barato, mas tá difícil.” José Rodrigues, empresário, engrossa o coro: “Eu viajo bastante na região e não tenho dúvida que tem um cartel. Pago R$2,90, R$2,95 em outros lugares, e aqui é tudo R$3,30. E tem um dia na semana que fazem promoção a R$2,99.”
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A Denúncia ao Ministério Público e ao CADE
Diante das reclamações, o Procon de Barretos realizou um levantamento com base em dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e encaminhou um relatório ao Ministério Público e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Juana Dias, diretora do Procon, explica: “Acompanhamos pelas redes sociais o clamor da população em relação aos preços, que eram quase 20% mais caros que em postos num raio de 200 quilômetros.”
Segundo o Procon, a paridade nos preços e a promoção semanal, com valores 20% mais baixos, são indícios de combinação de preços para evitar a concorrência. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público de Barretos, que investigará se os proprietários dos postos de combustível estão praticando crime.
Investigação em Andamento
A reclamação dos consumidores chegou ao Ministério Público de Barretos, que apura a possível combinação de preços entre os postos de combustível. A investigação busca determinar se há práticas ilegais que prejudicam os consumidores da região.
O caso segue em investigação para determinar se houve combinação de preços, prática considerada crime.



