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Ministério Público pede pena máxima para Dárcy Vera

Ex-prefeita não teria esclarecido diversos questionamentos feitos pelos promotores de acusação
pena máxima Dárcy Vera
Ex-prefeita não teria esclarecido diversos questionamentos feitos pelos promotores de acusação

Ex-prefeita não teria esclarecido diversos questionamentos feitos pelos promotores de acusação

A ex-prefeita Darcivera é alvo de um relatório do Ministério Público que detalha um esquema de corrupção envolvendo pagamentos suspeitos para seu advogado particular e um consultor espiritual. O documento aponta indícios de propina e troca de favores.

Cheques da advogada Maria Zueli Librandi

O relatório destaca o depósito de R$ 140 mil em cheques da advogada Maria Zueli Librandi na conta do advogado de Darcivera. Segundo o advogado Alcides Gabriel da Silva, os cheques foram entregues por Marco Antonio dos Santos, alegando tratar-se de um acerto. O Ministério Público, no entanto, suspeita que este valor seja parte de uma propina relacionada ao pagamento de R$ 170 milhões em honorários advocatícios de Maria Zueli, referentes à defesa de funcionários municipais em perdas do plano “color”.

Recursos para o consultor espiritual Roberto de Ogum

Outro ponto investigado é o pagamento feito à Roberto Alexandre Baveloni, conhecido como Roberto de Ogum. O pai de Santos relatou ter recebido 8 depósitos em dinheiro da ex-prefeita, entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, sem identificação do depositante. A análise das contas bancárias de Darcivera não comprova essas transferências.

Possível esquema de lavagem de dinheiro e promiscuidade administrativa

Para o advogado Jorge Sanches, representante da ONG Amaribo, que combate a corrupção, a entrega dos cheques para terceiros configura possível lavagem de dinheiro. Ele destaca a “promiscuidade de negócios” e a “troca de favores” entre a advogada e a prefeita. O Ministério Público pede a pena máxima para a ex-prefeita, considerando a gravidade dos fatos e a demonstração de troca de favores no poder público. Marco Antônio dos Santos, Darcivera, Maria Zueli Librandi e Sandro Rovani negam envolvimento. Wagner Rodrigues fez acordo de delação premiada, enquanto Alcides Gabriel da Silva não é investigado.

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