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Ministério Público pedirá sequestro de bens dos envolvidos em fraudes em concursos

Em um ano, esquema movimentou R$ 2 milhões em contratos; líder do grupo a 13 suspeitos estão presos preventivamente
Fraudes em concursos
Em um ano, esquema movimentou R$ 2 milhões em contratos; líder do grupo a 13 suspeitos estão presos preventivamente

Em um ano, esquema movimentou R$ 2 milhões em contratos; líder do grupo a 13 suspeitos estão presos preventivamente

O Ministério Público busca garantir que os bens bloqueados dos envolvidos em um esquema de fraudes em concursos e processos seletivos sejam utilizados para indenizar candidatos prejudicados. A investigação aponta para um grupo liderado pela vereadora de Pradópolis, Marlênia Aparecida Galiássio, como responsável pelas irregularidades em pelo menos 31 cidades do interior de São Paulo.

Cancelamentos e Anulações

Após a descoberta da fraude, sete prefeituras na região de São José do Rio Preto já cancelaram os contratos com as empresas investigadas. Além disso, os concursos sob suspeita podem ser anulados, garantindo aos candidatos prejudicados o ressarcimento da taxa de inscrição e, possivelmente, outras indenizações.

Detalhes da Investigação

O promotor Leonardo Romanelli destacou um concurso realizado em 2003 em Pradópolis, conduzido pelo INDEPAC, uma ONG com fins lucrativos disfarçados. A contratação, ao que tudo indica, foi intermediada por outra empresa, a DEPAC, também investigada por ter fins lucrativos, contrariando sua alegação de ser uma instituição sem fins lucrativos. A vereadora Marlênia já indicava a intenção de usar a empresa em outras prefeituras para fraudar as seleções.

Novos Suspeitos e Prisões

Além das nove empresas inicialmente investigadas, o Ministério Público revelou que outras três são suspeitas de envolvimento no esquema, embora seus nomes não tenham sido divulgados. As investigações apontam que, dos 14 presos, três eram os principais articuladores das fraudes: a vereadora Marlênia, o advogado Luiz Antônio Fernando Bromonsquiel e a autorária de Pradópolis, Marta Colacial.

Os três acusados tinham fácil acesso tanto ao setor privado, com diversas empresas, quanto a figuras públicas e políticas em várias prefeituras. Marlênia, como vereadora, possuía influência política, Marta tinha uma ampla rede de contatos na região de São José do Rio Preto devido à sua posição social, e Fernando Bromonsquiel, como procurador de várias prefeituras, tinha contatos em diversos locais.

À medida que a investigação avança, mais empresas da região de São José do Rio Preto vêm à tona. Um empresário e secretário de finanças de Monte Alto é considerado foragido. Ao todo, 29 pessoas foram denunciadas por participação no esquema, 14 estão presas e 5 foram denunciadas após um acordo de delação premiada.

O caso segue em andamento, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos e reparar os danos causados aos candidatos lesados.

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