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Ministério Público resgata 16 adultos e um adolescente que trabalhavam em condições parecidas à escravidão

Grupo, que veio de Minas Gerais, estava hospedado em condições precárias em Jardinópolis; vítimas foram indenizadas
trabalho escravo
Grupo, que veio de Minas Gerais, estava hospedado em condições precárias em Jardinópolis; vítimas foram indenizadas

Grupo, que veio de Minas Gerais, estava hospedado em condições precárias em Jardinópolis; vítimas foram indenizadas

Trabalhadores resgatados de situação análoga à escravidão em Jardinópolis e Cruz das Posses

Resgate de Trabalhadores em Condições Subumanas

Dezessete trabalhadores rurais, incluindo um adolescente de 17 anos, foram resgatados de condições análogas à escravidão em Jardinópolis e Cruz das Posses, distrito de Sertãozinho, interior de São Paulo. A operação, realizada nos dias 23 e 24 de março pela Procuradoria do Trabalho, em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foi divulgada hoje. As vítimas, oriundas de Chapada do Norte (MG), foram aliciadas com a promessa de salários de até R$ 2.000 por semana para o plantio de cana, mas recebiam apenas R$ 230 semanalmente.

Condições Precárias de Trabalho e Alojamento

Os trabalhadores viviam em alojamentos precários, com estrutura inadequada, em Jardinópolis e Cruz das Posses. Em Jardinópolis, 12 trabalhadores estavam alojados em uma casa em construção, com colchões finos jogados no chão, geladeiras e fogões velhos, e apenas um banheiro para todos. Em Cruz das Posses, 5 trabalhadores, incluindo o adolescente, dividiam condições semelhantes. Não havia água potável nem banheiro no local de trabalho. Além disso, os próprios trabalhadores tiveram que arcar com a compra de ferramentas e equipamentos de proteção individual (EPIs).

Consequências e Reparação

Após o resgate, a empregadora assinou um termo de compromisso perante o MPT, se responsabilizando pelo pagamento de verbas rescisórias e indenizatórias aos trabalhadores. Cada um recebeu cerca de R$ 13.400, com o adolescente recebendo mais de R$ 15.000. Todas as carteiras de trabalho foram registradas e as vítimas retornaram para Minas Gerais, com as despesas da viagem arcadas pela empregadora. Caso a empregadora volte a cometer esse tipo de ação, estará sujeita a novas multas. O caso demonstra a triste realidade do trabalho escravo ainda presente no Brasil, mostrando a importância da fiscalização e atuação do Ministério Público do Trabalho para garantir os direitos dos trabalhadores.

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