Defesa do padrasto do menino Joaquim, assassinado em 2013, solicitou à Justiça que Longo fosse interrogado mais uma vez
O Ministério Público se posicionou contra um novo interrogatório de Guilherme Longo, acusado de matar o enteado Joaquim Pontes Marques em 2013. A defesa de Longo entrou com uma liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo solicitando um novo depoimento, alegando que ele não pode ser julgado sem explicar as acusações, especialmente sobre um vídeo divulgado por uma emissora de televisão em que ele teria confessado o crime.
Pedido de novo interrogatório negado
O promotor Marco Stúlio Nicolino argumentou que Guilherme Longo já deu sua versão dos fatos e a fase de instrução do processo já terminou. Ele reforçou que Longo terá oportunidade de se explicar novamente no dia do júri, perante os jurados. O pedido de novo interrogatório feito à juíza da segunda vara criminal de Ribeirão Preto, Isabel Cristina Lonsubeserre dos Santos, foi negado, levando a defesa a recorrer ao Tribunal de Justiça.
Entendimento do Ministério Público
Para o Ministério Público, um novo interrogatório não se justifica tecnicamente, uma vez que não há fatos novos. O promotor destacou que a gravação mencionada pela defesa, embora não incluída no processo, poderá ser apresentada no julgamento. A defesa, por sua vez, argumenta que a suposta confissão na mídia precisa ser abordada, justificando a necessidade de um novo depoimento.
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Próximos passos
O pedido de defesa foi direcionado ao relator do Tribunal de Justiça, o desembargador Périk Lispisa. Se o pedido for deferido, Guilherme Longo poderá voltar a Ribeirão Preto para um novo depoimento, ou, alternativamente, ser ouvido na cadeia de Tremembé, onde está preso. Longo, que foi preso na Espanha e extraditado para o Brasil, também responde a um processo na Espanha por falsidade ideológica.



