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Ministro Barroso determina o funcionamento ininterrupto das câmeras corporais de PMs

Corporação vem sendo duramente criticada por procedimentos violentos em abordagens; ouça o 'De Olho na Política'
Ministro Barroso determina o funcionamento ininterrupto
Corporação vem sendo duramente criticada por procedimentos violentos em abordagens; ouça o 'De Olho na Política'

Corporação vem sendo duramente criticada por procedimentos violentos em abordagens; ouça o ‘De Olho na Política’

A crise na segurança pública do estado de São Paulo tem gerado preocupação generalizada, Ministro Barroso determina o funcionamento ininterrupto, especialmente após episódios recentes de violência envolvendo policiais militares. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que os policiais mantenham as câmeras corporais em operação contínua durante as ações, uma medida que contraria a intenção inicial do governo estadual de acionar os equipamentos apenas em situações específicas, como troca de tiros.

O ministro Luís Roberto Barroso foi o responsável pela decisão, que visa garantir maior transparência e permitir a apuração dos fatos. Anteriormente, o governador Tarcísio de Freitas havia manifestado arrependimento por ter se posicionado contra o uso das câmeras corporais, que foram inicialmente implementadas durante a gestão de João Doria, com o objetivo de promover segurança tanto para os policiais quanto para os cidadãos, além de coibir abusos.

Contexto dos episódios recentes

Nas últimas semanas, diversos casos de violência policial chocaram a população, incluindo agressões a uma idosa, o lançamento de um homem de uma ponte pela polícia e um caso recente em Campinas envolvendo violência contra uma mulher. Esses episódios evidenciam a necessidade de um alinhamento claro entre o combate à criminalidade e o respeito aos direitos humanos, evitando abusos de autoridade.

Debate político e segurança pública: O secretário de Segurança Pública, que também é deputado federal eleito com uma plataforma de endurecimento das ações policiais, enfrenta o desafio de equilibrar a eficiência das operações com o respeito aos limites legais. O deputado estadual Guilherme Cortez alertou para o risco de que policiais possam se tornar massa de manobra política, resultando em abordagens violentas que prejudicam a segurança tanto da população quanto dos próprios agentes.

Desafios institucionais e sociais: Especialistas destacam a falta de coordenação política e clareza nas diretrizes para a segurança pública como fatores que contribuem para o cenário atual. A necessidade de treinamento adequado para os policiais, que são em sua maioria profissionais comprometidos, é enfatizada para garantir que as ações estejam dentro da legalidade e protejam a sociedade e os agentes.

Panorama

O debate sobre a política de segurança pública em São Paulo permanece aberto, com questionamentos sobre a eficácia do modelo atual adotado pela Secretaria de Segurança Pública. A continuidade da operação das câmeras corporais e a responsabilização rigorosa de abusos são apontadas como medidas essenciais para restaurar a confiança da população e assegurar a proteção dos direitos fundamentais.

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