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Ministro da Fazenda anuncia pacote de medidas para corte de gastos do Governo

Economista, Paula Velho, comenta a reação do mercado econômico às propostas apresentadas por Fernando Haddad
Ministro da Fazenda anuncia pacote de
Economista, Paula Velho, comenta a reação do mercado econômico às propostas apresentadas por Fernando Haddad

Economista, Paula Velho, comenta a reação do mercado econômico às propostas apresentadas por Fernando Haddad

A equipe econômica do governo Lula anunciou medidas para aumentar o salário mínimo e implementar uma isenção do imposto de renda que beneficiaria cerca de 80% dos contribuintes. No entanto, Ministro da Fazenda anuncia pacote de, o mercado reagiu negativamente a esses anúncios, com a bolsa de valores caindo e o dólar subindo, refletindo incertezas sobre a viabilidade das propostas.

Entre as principais preocupações está a insuficiência das medidas para compensar o aumento dos gastos públicos. O governo mencionou cortes que poderiam chegar a R$ 70 bilhões em dois anos, mas detalhes sobre como essas economias serão alcançadas ainda não foram divulgados. A isenção do imposto de renda, que representa uma renúncia fiscal estimada pelo governo em cerca de R$ 30 bilhões, é vista como um desafio para equilibrar as contas, já que projeções do mercado indicam um impacto maior, entre R$ 40 bilhões e R$ 80 bilhões.

Reação do mercado: O mercado financeiro demonstrou surpresa e preocupação com a falta de clareza e detalhamento das medidas. A expectativa, que já alterava o funcionamento normal do mercado, se transformou em pessimismo diante da ausência de explicações concretas sobre como o governo pretende fechar as contas públicas. A recuperação da confiança do mercado deve ser lenta e depende da apresentação de um plano fiscal consistente.

Desafios fiscais e gatilhos futuros

As medidas anunciadas incluem ajustes no salário mínimo, abono salarial e mudanças nas aposentadorias de militares e parlamentares, mas são consideradas insuficientes para conter o crescimento do déficit fiscal. Além disso, gatilhos para contenção de gastos só devem ser acionados a partir de 2027, o que adia o enfrentamento das maiores dificuldades fiscais para o médio prazo.

Implicações da taxação sobre os super-ricos: O governo pretende compensar parte da renúncia fiscal com a taxação dos super-ricos, mas ainda não detalhou como essa medida será implementada. Experiências internacionais, como a da Suécia, indicam que aumentos na tributação sobre os mais ricos podem levar à migração de capitais e pessoas, reduzindo a arrecadação esperada. A falta de informações claras sobre essa taxação contribui para a insegurança do mercado.

Entenda melhor

O cenário atual reflete uma tentativa do governo de equilibrar medidas sociais e fiscais, mas a ausência de detalhes e a postergação de gatilhos fiscais para 2027 geram dúvidas sobre a sustentabilidade das propostas. O mercado permanece em compasso de espera, aguardando um plano mais transparente e consistente para a gestão das contas públicas.

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