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Ministro Paulo Guedes fala em ‘licença para gastar’ como justificativa para pagar o Auxílio População

Declaração não caiu bem no mercado financeiro; ouça a análise de Nelson Rocha Augusto na coluna 'CBN Economia'
Auxílio População
Declaração não caiu bem no mercado financeiro; ouça a análise de Nelson Rocha Augusto na coluna 'CBN Economia'

Declaração não caiu bem no mercado financeiro; ouça a análise de Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’

O governo brasileiro busca alternativas para substituir o Bolsa Família, criando um novo auxílio com valores mais altos. A proposta, no entanto, enfrenta desafios, principalmente por extrapolar o teto de gastos, gerando preocupações no mercado financeiro.

Orçamento e o Teto de Gastos

Segundo o economista Nelson Rocha Augusto, o novo programa demandaria cerca de 30 bilhões de reais, ultrapassando o limite orçamentário estabelecido. Ele destaca a importância do auxílio para 17 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade, mas alerta para os riscos de um aumento desenfreado dos gastos públicos. A alta dívida pública brasileira e a necessidade de manter mecanismos de controle fiscal, como o teto de gastos e a regra de ouro, são pontos cruciais a serem considerados.

Riscos Econômicos e a Questão da Confiança

Aumentar os gastos sem planejamento adequado pode levar a um aumento da inflação e a uma crise econômica semelhante à que antecedeu o Plano Real. A falta de confiança do mercado, gerada pela incerteza em relação às políticas econômicas do governo, agrava a situação. A inconstância nas declarações de autoridades governamentais contribui para essa falta de credibilidade, afetando negativamente as expectativas de recuperação econômica.

Alternativas e um Chamado à Responsabilidade

Augusto sugere alternativas para financiar o novo auxílio sem extrapolar o teto de gastos, como revisão de gastos militares (que cresceram mais de 40 bilhões de reais este ano) e a implementação de reformas administrativas. Ele critica a falta de reformas estruturais no governo atual, considerando hipócrita a busca por um modelo “reformista e popular” sem ações concretas. O economista enfatiza a necessidade de um planejamento responsável e sustentável para garantir a eficácia do auxílio social sem comprometer a saúde financeira do país.

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