Moreira Franco quer que o Cade analise se há cartel de postos
A Polícia Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) se uniram para investigar a suspeita de formação de cartel no setor de combustíveis. O governo afirma possuir fortes indícios de manipulação de preços.
Investigação do CADE e Petrobras
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, solicitou formalmente ao CADE que investigue os preços dos combustíveis, apurando a existência de cartel. A principal alegação é a rápida resposta dos postos de gasolina aos reajustes anunciados pela Petrobras, enquanto as reduções demoram a chegar aos consumidores.
Impacto nos Consumidores e Análise Econômica
O professor de economia da USP, Alberto Borges Matias, explica que as mudanças na política de preços da Petrobras fizeram com que os consumidores sentissem mais fortemente os reajustes que acompanham o mercado internacional. A formação de preços envolve estoques em diferentes pontos da cadeia (Petrobras, distribuidores, postos e consumidores), e a variação de preços não se reflete imediatamente em todos os pontos, devido à necessidade de ajuste de estoques. Segundo o economista, o cartel pode existir para o alinhamento de preços e merece atenção dos órgãos fiscalizadores. A efetividade de preços abertos depende também da busca por diversidade de preços pelo consumidor.
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Fiscalizações em Ribeirão Preto e Região
Em Ribeirão Preto, consumidores relatam dificuldades em perceber a redução dos preços nas bombas, mesmo com a queda anunciada pela Petrobras. Além da investigação do CADE e da Polícia Federal, o governo estadual, por meio da Secretaria da Fazenda, realiza fiscalizações em postos suspeitos de fraudes nas bombas. Uma operação resultou no lacre de um posto em Jaboticabal por apresentar diferença de 9% no abastecimento. O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (IPEM) também realiza fiscalizações periódicas e investiga denúncias de consumidores, aplicando penalidades e lacração de postos com irregularidades. A punição para postos com bombas irregulares é mais severa agora, com a possibilidade de suspensão das atividades por cinco anos.
As fiscalizações intensivas da Secretaria da Fazenda e do IPEM continuarão, buscando garantir preços justos e combater fraudes no setor de combustíveis. A expectativa é que essas ações tragam mais transparência e benefícios aos consumidores.



